Um leilão de 285 objetos pessoais de Brigitte Bardot arrecadou 953.531 euros (cerca de R$ 5,5 milhões) em Paris nesta segunda-feira. O valor foi quase 20 vezes superior à estimativa inicial de aproximadamente 50 mil euros, segundo a casa de leilões Millon. Cerca de 3 mil pessoas, da França e de outros países, se registraram para participar da venda.
Chapéus de palha, óculos, camisolas e outros objetos eram provenientes das duas casas que a atriz mantinha em Saint-Tropez, no sudeste da França, e de seu apartamento em Paris. O dinheiro será destinado à Fundação Brigitte Bardot e a Nicolas-Jacques Charrier, único filho da atriz.
— Brigitte Bardot terá sido, mais uma vez, uma formidável alquimista: transformou cerca de 50.000 euros em estimativas em quase um milhão de euros, despesas incluídas — comentou o leiloeiro Alexandre Millon.
Coleiras para cães alcançam valor muito acima da estimativa
Entre os itens vendidos estavam duas coleiras para cães de Bardot, com placas de identificação com seu nome e o número de telefone da casa de La Madrague. Avaliado inicialmente em 30 euros o conjunto, o lote foi adquirido por uma compradora russa por 9,4 mil euros.
Um autorretrato da atriz alcançou quase 40 mil euros. Já um lote com três bichos de pelúcia que representavam filhotes de foca, animal considerado um dos símbolos da relação de Bardot com a causa animal, foi vendido por cerca de 2,2 mil euros.
— Esta venda é a continuação lógica daquela que ela mesma organizou em 1987 com seus objetos mais valiosos para criar sua fundação. Hoje, sua luta continua por meio desses leilões — disse à AFP Ghyslaine Calmels, diretora-geral da Fundação Bardot, ao fim da venda.
Marido criticou o leilão
Dois dias antes da venda, Bernard d’Ormale, último marido da atriz, criticou a iniciativa e a classificou como “escandalosa”.
— São objetos íntimos, por que fazer esta venda? Para os animais? É uma piada […] É uma falta de respeito à memória de Brigitte — disse D’Ormale à AFP.
Ele afirmou que não havia sido informado sobre a operação. A fundação, porém, negou a declaração e informou que a venda havia sido aprovada em junho, inclusive por D’Ormale, que na época presidia o conselho de administração da entidade.
