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Risco de fadiga muda manutenção do Gulfstream G200

Risco de fadiga muda manutenção do Gulfstream G200

Diretiva da FAA para Gulfstream G200 e Galaxy altera métodos e intervalos de inspeção para prevenir danos estruturais por fadiga

Operadores de Gulfstream G200 e Astra Galaxy nos Estados Unidos deverão revisar seus programas de manutenção e inspeção para incorporar novas limitações de aeronavegabilidade. A exigência consta na diretiva AD 2026-16-09, que entra em vigor em 18 de setembro e abrange todas as aeronaves do modelo sob jurisdição da FAA.

A medida busca reduzir o risco de danos por fadiga em elementos estruturais principais. Segundo a agência, a continuidade das inspeções com critérios anteriores poderia permitir a evolução de danos e, consequentemente, comprometer a integridade estrutural do avião.

A diretiva não determina apenas uma verificação isolada. Ela torna obrigatória a incorporação das seções atualizadas de limitações de aeronavegabilidade presentes na revisão 39 do manual de manutenção do G200. Essas seções definem tarefas que precisam ser executadas, métodos de inspeção, pontos da estrutura que devem ser examinados e intervalos iniciais ou repetitivos.

As alterações incluem a adoção de um novo método de inspeção, a inclusão de um local adicional a ser verificado e mudanças nos intervalos de determinadas tarefas. Na prática, cada operador deverá confrontar seu programa atual com as novas exigências e ajustar o planejamento das inspeções futuras.

A revisão deverá ser incorporada em até 90 dias após a entrada em vigor da diretiva. As tarefas iniciais deverão seguir o intervalo indicado no documento técnico aplicável ou ser realizadas dentro do prazo previsto pela FAA, conforme o critério que resultar na data posterior.

Depois da atualização, não será permitido adotar inspeções ou intervalos alternativos sem aprovação da autoridade competente. Métodos alternativos de cumprimento também poderão ser solicitados à FAA, mas precisarão demonstrar nível equivalente de segurança.

A medida teve origem em uma diretiva da Autoridade de Aviação Civil de Israel, país responsável pelo projeto original do Galaxy, posteriormente comercializado como Gulfstream G200. A FAA adotou os requisitos no âmbito do acordo bilateral entre as duas autoridades.

A agência estima que 163 aeronaves registradas nos Estados Unidos sejam afetadas. A atualização documental deverá consumir, em média, 90 horas de trabalho e custar cerca de US$ 7.650 por operador, sem considerar eventuais intervenções decorrentes das inspeções.





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