O fabricante holandês PAL-V obteve aprovação de produção na Europa e avança para a fabricação industrial de seu carro voador
A empresa holandesa PAL-V obteve este mês, uma certificação junto à agência de aviação civil da Europa (EASA) que permite a fabricação de produtos aeronáuticos dentro dos requisitos locais de aeronavegabilidade.
A Production Organisation Approval (POA) representa uma etapa necessária para a produção industrial de seu veículo híbrido de uso terrestre e aéreo, conhecido como FlyDrive.
Com a nova aprovação, a PAL-V passa a reunir autorizações de produção nos setores automotivo e aeronáutico.
Certificação para produção
A certificação, segundo o fabricante, atesta que o sistema produtivo da PAL-V atende aos requisitos aplicáveis à fabricação de produtos aeronáuticos em condições de aeronavegabilidade. Ela complementa outras etapas do programa de desenvolvimento e certificação do veículo voador.
Em 2025, a empresa havia obtido da EASA uma declaração de “No Technical Objection” (Sem Objeção Técnica), considerada pela PAL-V uma etapa relevante no processo de certificação de sua tecnologia.
Uso terrestre e aéreo
O conceito desenvolvido pela PAL-V combina características de uma aeronave com as de um veículo rodoviário. A proposta é permitir que o mesmo equipamento seja utilizado no deslocamento por estradas e, após a preparação necessária, em operações de voo.
Segundo a empresa, a configuração busca atender operações nas quais o tempo de deslocamento e o acesso a regiões remotas são fatores críticos. Entre as aplicações citadas estão transporte de profissionais especializados, atendimento a áreas de difícil acesso e movimentação de cargas consideradas essenciais.
A integração entre os dois meios de transporte pretende reduzir a necessidade de transferências entre veículos terrestres e aeronaves durante uma mesma missão.
Próximas etapas
Com a aprovação de produção concedida, a PAL-V passa a concentrar esforços na preparação para a fabricação dos veículos certificados. A empresa acrescentou que seu portfólio de reservas é suficiente para ocupar os três primeiros anos previstos de produção.
A certificação não representa, isoladamente, a autorização para operação comercial irrestrita do veículo. A fabricação depende do cumprimento dos requisitos estabelecidos pela autoridade europeia, enquanto a entrada efetiva em serviço está vinculada às demais etapas de certificação e aprovação operacional aplicáveis.
