Bruno Sá, diretor da Visual Turismo (Divulgação)

A CVC Corp anunciou nesta quarta-feira (19) a saída de Hugo Lagares da direção da Visual Turismo e a nomeação de Bruno Sá para o cargo. Até então diretor do Conectaas e de Parcerias da companhia, Sá assume a operadora com a missão de dar continuidade à estratégia da marca, ampliar a qualidade do atendimento aos agentes de viagens e avançar em tecnologia, processos e segmentação do portfólio.

A transferência de Sá para a Visual foi uma decisão considerada complexa por Emerson Belan, vice-presidente de Vendas da CVC Corp. O executivo vinha à frente do Conectaas e também atuava na área de Parcerias, em uma operação que, segundo Belan, tinha como objetivo alcançar vendas próximas de R$ 700 milhões.

“O Bruno vinha realizando um trabalho excelente no Conectas e na área de parcerias”, afirmou Belan. Segundo ele, a operação apresentou melhora de desempenho em 2026, com participação de Sá no desenvolvimento do mercado chileno e na atração de novos parceiros.

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Emerson Belan, VP de Vendas B2B e B2C da CVC Corp (Giulia Jardim/M&E)

A experiência acumulada pelo executivo, porém, pesou na escolha para a Visual. Sá passou por empresas como CVC Corp, Flytour, RexturAdvance, MMT Gapnet e Queensberry. “Embora tenha sido difícil retirá-lo do Conectaas, foi também uma escolha natural, pois ele se encaixa perfeitamente para manter a Visual Turismo como a boutique da CVC Corp”, disse Belan.

Além do portfólio tradicional, a Visual mantém a Visual Prime, voltada ao segmento de luxo, uma célula dedicada a cruzeiros e a Visual Pelo Mundo, com roteiros internacionais. “Minha missão é elevar o nível de qualidade do serviço prestado ao agente de viagens”, afirmou.

A Visual Turismo pretende ampliar a atuação no segmento de luxo, que, segundo o executivo, apresenta menor sensibilidade à sazonalidade e demanda uma oferta mais ampla de propriedades, serviços e experiências. A experiência adquirida na Queensberry, afirma Sá, contribui para esse desafio.

“Vejo o segmento de luxo como complementar e necessário à corporação: há know-how interno, relacionamento com fornecedores e capacidade de abrir novas frentes. Embora seja uma área recente, já vem apresentando resultados relevantes na composição de vendas; o potencial de expansão é grande, e nosso objetivo é ampliar a prateleira e aprofundar o relacionamento com clientes potenciais no mercado”, afirmou.

Tecnologia como oportunidade de negócio na Visual Turismo

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A Visual Turismo planeja disponibilizar ferramentas tecnológicas que facilitem o dia a dia do agente de viagens (Magnific/Banco de imagens)

A tecnologia também está no centro da estratégia da Visual Turismo. A ideia é utilizar a inteligência artificial para reduzir tarefas operacionais e fornecer informações que ajudem o agente a trabalhar com mais eficiência.

“Nada substitui a curadoria e o refinamento de profissionais experientes. A IA pode indicar hotéis, mas dificilmente compreenderá detalhes que fazem diferença na experiência do cliente. Parte significativa do nosso esforço nos próximos meses será ampliar o portfólio e oferecer novidades e ferramentas que enriqueçam a experiência do agente de viagens, com a IA auxiliando em muitas frentes”, afirmou.

Belan ressaltou que a CVC Corp já possui uma plataforma dotada de inteligência artificial dedicada ao uso dos colaboradores, com o objetivo de melhorar a agilidade e o suporte aos agentes de viagens. “No futuro próximo, ampliaremos ainda mais o suporte e as ferramentas disponíveis para os agentes, permitindo que utilizem a IA em favor de seus negócios”, finalizou.