14/8/2026 – A Embratur e o Sebrae se reuniram para discutir a importância do projeto Polo Sebrae de Gastronomia da Amazônia. A pauta central abordou a estruturação do turismo gastronômico como ferramenta para diversificar os destinos nacionais. O objetivo é integrar ações do polo às estratégias da Agência na descentralização do turismo brasileiro, com foco no desenvolvimento econômico regional e na atração de turistas por meio da diversidade da culinária nacional.
Sediado em Macapá (AP), o Polo Sebrae de Gastronomia da Amazônia atua como um centro de produção de conhecimento e inteligência voltado para o setor de alimentos e bebidas. Sustentado por premissas como ancestralidade, biodiversidade, e desenvolvimento econômico, social e ambiental, o projeto possui uma governança compartilhada entre os estados da Região Norte e parceiros como São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
Embora fisicamente localizado na Amazônia, o polo tem a diretriz de desenvolver pesquisas, soluções e metodologias que possam ser aplicadas a pequenos negócios de todo o Brasil. A reunião aconteceu nesta quinta-feira (13) e contou com a presença do presidente da Embratur, Bruno Reis, da chefe de gabinete da Diretoria de Marketing Internacional, Negócios e Sustentabilidade, Sáskia Lima de Castro, da Coordenadora de Projetos do Sebrae Nacional, Ana Clévia, da Superintendente do Sebrae Amapá, Alcilene Cavalcante, além de outros representantes da entidade.
Para o presidente da Agência, o foco na culinária regional atua como um diferencial competitivo valioso na vitrine global. Ele elogiou a apresentação do projeto. “É um projeto que, de fato, traz iniciativas muito assertivas sobre a gastronomia na Amazônia, que representa o país. Isso é brasilidade, é borogodó, é o nosso soft power. Falar sobre isso, automaticamente é falar de Brasil”, destacou Reis.
Metodologia para todos
Uma das iniciativas apresentadas durante a reunião foi o desenvolvimento de um guia de participação em missões internacionais de gastronomia. A ferramenta servirá como um manual direcionador para que profissionais da culinária de todo o país possam expandir suas atuações. A ideia é que qualquer chef brasileiro que deseje realizar uma missão internacional saiba exatamente quais são os procedimentos, documentações e caminhos de acesso necessários. A entrega deste guia servirá como uma metodologia de nível nacional.
Alcilene Cavalcante reforçou a urgência e a importância do trabalho colaborativo com a Embratur para dar escala à promoção internacional. “O que a gente quer é estar junto com a Embratur para fazer a promoção da gastronomia amazônica e brasileira como uma parte importante do turismo, como ela é”, afirmou a superintendente.
A parceria segue agora para a fase de estruturação técnica e cruzamento de dados de inteligência de mercado, buscando apresentar os produtos e experiências gastronômicos aos turistas internacionais que já demonstram grande interesse pelo Brasil e pela Amazônia.
