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Mostra Comemorativa do Cinema Pernambucano chega aos cinemas do Brasil; saiba mais

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Depois da abertura no Cinema São Luiz, a Mostra Comemorativa do Cinema Pernambucano chega às salas de exibição do Brasil amanhã, seguindo em cartaz até o dia 19 de agosto, com quatro clássicos pernambucanos na programação. A iniciativa é uma realização da distribuidora Imovision.


Sem muito mistério, as obras escolhidas são as seguintes: ”Baile Perfumado” (1996), de Lírio Ferreira e Paulo Caldas; ”Baixio das Bestas” (2006), de Cláudio Assis; ”Cinema, Aspirinas e Urubus” (2006), de Marcelo Gomes; e ”Boi Neon” (2015), de Gabriel Mascaro.

Retrato do seu tempo

Esses quatro filmes atravessaram diferentes gerações e décadas do cinema nacional, sendo recordados como referências do cinema criativo realizado em Pernambuco. O retorno para a grande tela é uma oportunidade do público rever ou ter um primeiro contato com esses longas-metragens memoráveis.

“Todo filme retrata o seu tempo”, disse o cineasta pernambucano Lírio Ferreira, em entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco. Na ocasião, o diretor estava presente para o lançamento da Mostra Comemorativa do Cinema Pernambucano, no Cinema São Luiz, na última quinta-feira (6), com exibição de ”Baile Perfumado”.

Além de Lírio Ferreira, também marcaram presença na abertura os cineastas Gabriel Mascaro, Cláudio Assis e Hilton Lacerda (roteirista de ”Baixio das Bestas”).

”O ‘Baile Perfumado’ continua sendo contemporâneo. O Manguebeat, Chico Science e Nação Zumbi, Fred Zero Quatro e Mundo Livre, Siba e Mestre Ambrósio. Todo esse universo e essa atmosfera torna esse filme extremamente atual, extremamente necessário e atingindo pessoas que talvez estejam assistindo pela primeira vez”, revelou Lírio.


O diretor citou artistas que contribuíram na trilha sonora do longa-metragem de 1996, incluindo a composição inédita de Chico Science para o cinema: ”Angicos”.

”Olhar para outro lugar”

Para o cineasta pernambucano Gabriel Mascaro, de ”Boi Neon”, um dos pontos que torna o cinema feito em Pernambuco tão inventivo seria o desejo de realizar um filme invés de fazer uma novela. ”Estamos distantes disso geograficamente, inclusive, é o que faz a gente olhar para outro lugar”, comentou o diretor.


”O cinema pernambucano ocupa um lugar relevante no que se fala de cinema brasileiro. Não tem como discutir sobre a cinematografia nacional sem falar sobre a contribuição desses filmes (da mostra) e de outros longas pernambucanos que não entraram nessa seleção”, concluiu Mascaro.


A respeito disso vale citar pelo menos três títulos que também fazem parte dessa história: ”Amor, Plástico e Barulho” (2013), de Renata Pinheiro; ”Sete Corações” (2014), de Dea Ferraz; e ”Terra Sem Deus” (1963), de José Carlos Burle.




A Imovision distribuiu os filmes da Mostra Comemorativa do Cinema Pernambucano para diversas salas de exibição no Brasil. No Recife, a exibição dos longas acontecem na sala Derby, do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), e no Moviemax Rosa e Silva.

SERVIÇO

Mostra Comemorativa do Cinema Pernambucano


Quando: 13 a 19 de agosto

Onde: Cinema da Fundação (sala Derby) – Rua Henrique Dias, 609, Derby; e Moviemax Rosa e Silva – Av. Conselheiro Rosa e Silva, 1460, Aflitos

Informações: @imovision

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