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Como Paulo Vieira saiu da Record e foi para a Globo com ‘tanta moral’? Ator responde a postagem

Como Paulo Vieira saiu da Record e foi para a Globo com ‘tanta moral’? Ator responde a postagem


“Como Paulo Viera saiu da Record e foi para a Globo e, em pouco tempo, ganhou tanta moral lá? Tem coisas que acontece nos bastidores e a gente nem imagina”, dizia o post no X. A partir dessa “provocação”, o ator e diretor contou, numa série de postagens, todo o percusso de sua carreira, desde a adolescência.


“A minha estreia no teatro profissional foi aos 12 anos de idade, ou seja, tenho 21 anos de carreira. Tem 21 anos que eu acordo e durmo pensando em como aprimorar o meu trabalho artístico. Uma carreira não começa quando você chega na Globo”, escreveu o criador da série “Pablo e Luisão”.


No relato, Paulo conta como se sentia “atrasado pra minha própria vida” e, por isso, abraçava o mundo: “aos 16, eu passei pra comunicação na federal e nessa época, além de estudar, eu vendia salgado na rua, fazia entrega, estudava teatro, condenava um grupo de teatro no instituto federal, era diretor artístico de uma junina, produtor e cantava em dois barzinhos”.


Paulo descobriu, ao longo do tempo em que ainda estava em Palmas, no Tocatins, que fazia “stand up comedy e era moda no Sul”. Isso abriu caminhos para trabalhos no Sudeste, que culminaram com o Prêmio Multishow de Humor. Depois houve o quadro “Quem chega lá”, no Domingão do Faustão, e mais o prêmio de comeditante do ano do Risadaria, o maior festival de humor da América Latina.


Depois disso, “aos 22 anos, eu assinei o meu primeiro contrato com a Globo, com o Faustão me chamando de ‘o comediante mais premiado da nova geração'”, escreveu Paulo, que saiu da emissora um ano depois, com o fim do contrato.




“Fiz teste pro programa do Porchat e passei”, ele diz. “Lá, eu fiz 64 episódios de um programete que é o avô de Pablo e Luisão, chamado ‘Emergente como a gente’. Nesse programa, desenvolvi minha linguagem, afinei meu texto, aprendi a dirigir e editar… O quadro segurava a audiência e começou a ser exibido colado com o Gugu.”


Em 2018, segundo Paulo, houve a uma decisão a tomar: assinar com a Netflix ou com a Globo. A primeira pagava o dobro da segunda, mas ele optou pela emissora carioca com uma condição: “eu ia pra fazer o Zorra (total) e a Escolinha do professor Raimundo… Mas, assim que surgisse uma oportunidade, eles iam me deixar fazer uma coisa autoral.”


Ele, então, conta como foi a partir daí: “Surgiu a oportunidade de fazer um quadro de 5 minutos nas tardes da Globo, no muito bem falado Se joga, voltei com o meu trabalho autoral agora com o nome de ‘isso é muito minha vida’. Eu fazia o quadro com 12 minutos e fazia cara de sonso. Era a maior audiência do programa”.


Depois veio a pandemia e Paulo emplacou mais dois projetos — e prometeu terminar a história depois, porque “deu preguiça”, disse. “Depois eu conto o resto”.

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