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Trump deixa Air Force One em operação secreta

Trump deixa Air Force One em operação secreta

Presidente Trump foi levado secretamente até um C-32A após ameaça iraniana contra o Air Force One

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou a Turquia secretamente a bordo de um avião militar após autoridades receberem informações sobre uma possível ameaça iraniana contra o Air Force One. A operação ocorreu em 8 de julho, depois de reuniões em Ancara, mas só foi revelada em agosto pela imprensa norte-americana.

Diante das câmeras, o presidente embarcou no Boeing VC-25A (Boeing 747-200) conhecido como Air Force One. Em seguida, foi transportado dentro de um caminhão de catering até um C-32A (Boeing 757) da Força Aérea. O avião presidencial original decolou com jornalistas e integrantes do governo, entre eles o secretário de Estado, Marco Rubio.

Segundo o Wall Street Journal, a inteligência de Israel repassou ao governo norte-americano informações sobre um plano que incluiria o emprego de mísseis antiaéreos portáteis contra o Air Force One. Nenhum disparo foi registrado e não foi possível determinar o grau de credibilidade da ameaça. Ainda assim, o Serviço Secreto considerou necessárias medidas excepcionais para retirar Trump do país.

Ao confirmar a troca de aeronaves, o presidente afirmou que apenas seguiu as orientações do Serviço Secreto e dos militares. A manobra teria sido a primeira desse tipo durante seu atual mandato, embora uma estratégia semelhante tenha sido empregada por sua campanha em 2024 diante de ameaças após os disparos em um comício.

Operação levanta dúvidas sobre transparência

No momento da viagem, a Casa Branca informou que Trump usaria o antigo Air Force One (VC-25A) até a base britânica de Mildenhall para permitir que militares e a inteligência tivessem mais tempo para conhecesser detalhes adicionais do Boeing 747-8 (VC-25B Bridge) cedido pelo Qatar e posteriormente adaptado para missões presidenciais.

A revelação mostrou, porém, que o deslocamento inicial ocorreu em um Boeing 757, usualmente usado no transporte do segundo escalão do governo. Jornalistas receberam ordem para fechar as persianas durante a decolagem e não foram informados de que o presidente havia mudado de avião. O episódio abriu questionamentos sobre a exposição dos ocupantes da aeronave usada como despiste e a transparência da Casa Branca. Representantes do governo reuniram-se com a associação dos correspondentes para discutir o caso.

Segurança vs liberdade individual

Pessoas envolvidas em segurança presidencial e inteligência ouvidas pela AERO Magazine, sob condição de anonimato, afirmaram que a situação era complexa. Um eventual aviso aos jornalistas e aos demais passageiros a bordo do VC-25A poderia levar ao vazamento do plano, considerado ultrassecreto. Além disso, caso algum ocupante solicitasse o desembarque, impedir sua saída e mantê-lo a bordo contra a própria vontade poderia, em tese, configurar privação de liberdade, com graves implicações jurídicas.

Ao mesmo tempo, não informar os passageiros e utilizar a aeronave como isca para despistar um eventual plano de ataque pode, em tese, ter colocado dezenas de vidas em risco, assim como um ativo estratégico do Estado.

“O tema é complexo ao envolver uma série de decisões sensíveis e que conflitam entre si em liberdade e segurança”, afirmou um agente que trabalhou durante anos na segurança presidencial brasileira.





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