A CVC Corp encerrou o segundo trimestre de 2026 com avanços operacionais no Brasil. O fluxo de caixa operacional foi positivo em R$ 60,2 milhões no trimestre, e o caixa encerrou o trimestre em R$ 175,8 milhões.
A dívida líquida caiu para R$ 215 milhões, redução de R$ 26,8 milhões em relação ao 1T26 e de R$ 181,3 milhões na comparação com o 2T25. A alavancagem permaneceu em 0,5x o EBITDA Ajustado dos últimos 12 meses, ante 0,9x um ano antes. A dívida bruta também recuou R$ 250,3 milhões na comparação anual, refletindo o pré-pagamento de R$ 150 milhões do saldo principal das debêntures em outubro/2025.
“Nosso diferencial é potencializar a maior rede de distribuição de viagens do Brasil com tecnologia e inteligência de dados. Não escolhemos entre físico e digital. Fazemos os dois trabalharem juntos, aproveitando ativos e capacidades que a companhia já construiu, com disciplina financeira”, ressalta Fabio Mader, CEO da CVC Corp.
Números
Em meio a um cenário de forte pressão sobre o setor aéreo — as passagens aéreas ficaram 52,4% mais caras e mais de 6 mil voos saíram da malha. As Reservas Consumidas no país somaram R$ 3,1 bilhões, alta de 7,2% sobre o mesmo período de 2025, enquanto as Reservas Confirmadas cresceram 4,1%.
O EBITDA Ajustado do Brasil avançou 4,7%, para R$ 82,6 milhões, com margem de 30,6%, ante 28,0% um ano antes, maior patamar da companhia para um trimestre de baixa temporada. As Despesas Gerais e Administrativas (G&A) no Brasil recuaram 10,1%, refletindo os primeiros efeitos da agenda de simplificação e eficiência implementada pela companhia.
No consolidado, as Reservas Confirmadas totalizaram R$ 4,1 bilhões, alta de 0,2%, ou 4,1% desconsiderando os destinos impactados pelos conflitos no Oriente Médio e considerando a Argentina em moeda constante. No Brasil, o B2B cresceu 5,0% e o B2C, 2,9%.
Reestruturação
Em maio, a CVC Corp concluiu uma simplificação organizacional, com consolidação de vice-presidências, redução de camadas hierárquicas e reforço da Gestão Matricial de Despesas no Brasil e na Argentina.
Os primeiros efeitos já aparecem nos indicadores. O G&A do Brasil caiu 10,1%, para R$ 133,4 milhões, e a redução seria de 21% desconsiderando itens não recorrentes. As estimativas da Administração indicam potencial de redução de custos superior a R$ 80 milhões ainda em 2026, com captura integral das medidas implementadas em maio a partir do terceiro trimestre.
“A transformação da CVC Corp não acontece de um trimestre para o outro. Passamos os últimos meses mexendo profundamente na nossa estrutura, e os primeiros sinais dessa mudança já começam a aparecer na operação. Entramos no terceiro trimestre com uma companhia mais leve, mais simples e preparada para capturar integralmente as reduções de despesas implementadas em maio”, afirma Mader.
Resultados financeiros
O trimestre foi marcado por um cenário especialmente desafiador para o transporte aéreo, com passagens 52,4% mais caras na comparação anual e mais de 6 mil voos retirados da malha.
A Receita Líquida consolidada foi de R$ 319,5 milhões, queda de 6,5%, ou de 3,6% em bases comparáveis. O EBITDA Ajustado consolidado somou R$ 84,9 milhões, com margem de 26,6%. Já o Prejuízo Líquido Ajustado foi de R$ 51,3 milhões, uma melhora de R$ 11,8 milhões em relação ao 1T26, mesmo em um trimestre de baixa temporada e, consequentemente, de menor receita. O resultado evidencia a velocidade de reação da Companhia ao cenário macroeconômico e seria ainda melhor desconsiderando os custos relacionados à reestruturação.
No Brasil, a Receita Líquida somou R$ 269,7 milhões, retração de 4,2%. O B2B cresceu 2,5%, enquanto o B2C recuou 8,9%, pressionado pelo cenário do setor aéreo e pela maior participação de produtos com take rate abaixo da média.
