Arnaldo Antunes transforma a experiência da turnê de “Novo Mundo” em um registro audiovisual. Gravado em maio de 2026, no Espaço Unimed, em São Paulo (SP), o espetáculo ganha direção artística de Batman Zavareze e reúne no palco convidados de diferentes momentos e vertentes da música brasileira: Marisa Monte, Ana Frango Elétrico e Vandal.
O projeto, lançado nesta quarta (12), também terá sua versão sonora disponibilizada nas plataformas digitais, incluindo Spotify, Deezer e Apple Music, entre outros serviços.
A gravação procura preservar a dimensão cênica da apresentação e evidencia a combinação entre música, poesia, performance e elementos visuais que caracteriza a atual fase da carreira de Arnaldo.
Lançado no começo de 2025, “Novo Mundo” vem sendo levado aos palcos há cerca de um ano. Nesse período, o repertório passou por transformações a partir das apresentações realizadas no Brasil e também na Argentina e em Portugal.
Ao lado do cantor e compositor estão Curumin (bateria e vocais), Kiko Dinucci (guitarra e samples), Betão Aguiar (baixo e vocais), Chico Salem (guitarra e vocais) e Vitor Araújo (teclados).
Embora o disco seja o eixo da apresentação, a montagem também revisita diferentes momentos da produção de Arnaldo. Canções como “Socorro”, “A Casa é Sua”, “Já Sei Namorar”, “O Pulso” e “Fora de Si” aparecem em novas leituras, concebidas pela banda para estabelecer uma conexão com a linguagem sonora de Novo Mundo.
O encontro entre artistas de gerações e percursos distintos é um dos elementos centrais do registro. Marisa Monte retoma a parceria de longa data com Arnaldo, enquanto Ana Frango Elétrico leva ao espetáculo uma perspectiva ligada à produção contemporânea. Já Vandal aproxima a apresentação de referências da cena urbana atual.
“Novo Mundo Ao Vivo” apresenta a obra de Arnaldo a partir de diferentes interlocuções artísticas. A proposta evidencia uma trajetória construída sobre a experimentação e a permanente busca por novas formas de relacionar palavra, música e imagem.
A partir do palco registrado em São Paulo (SP), o audiovisual amplia essa experiência para além da sala de espetáculo e apresenta uma síntese do percurso de “Novo Mundo” até aqui, ressaltando tanto as canções mais recentes quanto a capacidade de Arnaldo de revisitar o próprio repertório sem abandonar o espírito de reinvenção.
