Somente no segundo trimestre de 2026, a Embraer registrou uma receita recorde de R$ 11,3 bilhões e entregou 65 aeronaves
A Embraer divulgou nesta segunda-feira (10), os resultados financeiros do primeiro semestre de 2026, reportando lucro líquido de R$ 1,26 bilhão, alta de 5,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Entre janeiro e junho, o fabricante registrou receita de R$ 18,9 bilhões, alta de cerca de 13,2% em relação aos seis primeiros meses de 2025. Somente no segundo trimestre, houve um recorde de arrecadação de R$ 11,3 bilhões.
O resultado do segundo trimestre foi influenciado pelo desempenho operacional, por entradas de caixa relacionadas a vendas e pelo crédito tributário. A empresa também apontou a isenção de tarifas e a melhora da perspectiva para os negócios como fatores que contribuíram para a revisão das estimativas anuais.
Defesa e segurança
A área de defesa e segurança registrou receita de R$ 1,5 bilhão no segundo trimestre, crescimento de 22% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi associado principalmente ao maior reconhecimento de receitas do KC-390 Millennium, considerando a carteira de clientes e o estágio de produção das aeronaves.
Aviação de negócios
A aviação de negócios registrou receita de R$ 3,7 bilhões no segundo trimestre, alta de 19% na comparação anual. Segundo a companhia, o resultado refletiu o maior volume de entregas e o mix de produtos comercializados no período.
O desempenho inclui a operação relacionada à família de jatos de negócios da Embraer, segmento que apresentou crescimento de receita no trimestre em relação ao mesmo período de 2025.
Serviços e suporte
A unidade de Serviços & Suporte alcançou receita de R$ 2,9 bilhões no segundo trimestre, crescimento de 11% em relação ao segundo trimestre de 2025.
A evolução foi atribuída ao aumento dos volumes em todos os segmentos atendidos pela área. O resultado mantém os serviços aeronáuticos como um dos componentes relevantes da receita consolidada da Embraer.
Aviação comercial
Na aviação comercial, a receita foi de R$ 3,2 bilhões, queda de 2% em relação ao segundo trimestre de 2025.
Segundo a Embraer, a redução ocorreu principalmente devido à apreciação do real frente ao dólar, que mais do que compensou o aumento do volume de entregas no período.
O desempenho da divisão inclui as entregas de aeronaves comerciais da fabricante, incluindo os modelos da família E-Jets e E2.
Entregas de aeronaves
A Embraer entregou 65 aeronaves no segundo trimestre de 2026, alta de 7% sobre as 61 unidades entregues no segundo trimestre. O resultado representa o melhor desempenho da companhia para um segundo trimestre em dezesseis anos.
No primeiro semestre, foram entregues 109 aeronaves, ante 91 unidades no mesmo período de 2025, crescimento de aproximadamente 20%.
O aumento das entregas está relacionado ao avanço das iniciativas de nivelamento da produção adotadas pela companhia. A evolução do ritmo de produção também contribuiu para o desempenho das diferentes unidades de negócio no primeiro semestre.
Carteira de pedidos
A carteira de pedidos da Embraer encerrou o segundo trimestre em US$ 34,5 bilhões. O valor representa crescimento de 16% em relação ao segundo trimestre de 2025 e estabelece um novo recorde para a companhia.
O backlog está em trajetória de crescimento há sete trimestres consecutivos. O volume da carteira combina pedidos de diferentes segmentos da Embraer e indica a evolução da demanda contratada por aeronaves e soluções do fabricante.
