A Justiça do Rio revogou a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam. Em sua decisão, a juíza Tula Mello listou uma série de medidas cautelares que o cantor terá que cumprir. O filho do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno era considerado foragido desde fevereiro deste ano por, justamente, descumprir medidas cautelares como violações da tornozeleira eletrônica.
Relembre o caso
O processo contra Mauro é consequência de uma confusão do dia 21 de julho de 2025. Policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) foram até a antiga casa do cantor, no Joá, na Zona Sudoeste, para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente infrator. O jovem, que integrava a chamada “Equipe do Ódio”, ligada ao Comando Vermelho, havia deixado de cumprir medidas socioeducativas em regime de semiliberdade. Colocado em uma das viaturas, o adolescente fugiu enquanto Mauro e outros rapazes apedrejavam o carro descaracterizado.
Vídeos da ocorrência foram gravados pelos próprios jovens e usados pela DRE para embasar o inquérito que levou à expedição do mandado de prisão contra Mauro.
Três dias depois da confusão, o rapper se entregou à polícia e ficou 50 dias preso em Bangu. À época, a prisão foi convertida em medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, no início deste ano ele burlou o equipamento e acabou tendo outro pedido de prisão deferido.
