CAE e Leonardo anunciaram a ampliação da parceria para desenvolver novas capacidades do M-346 Integrated Training System, incluindo inteligência artificial
A CAE e a Leonardo anunciaram nesta quarta-feira (22), durante o Farnborough International Airshow 2026, um acordo de colaboração para ampliar a parceria no desenvolvimento do M-346 Integrated Training System (ITS).
A iniciativa amplia o escopo da cooperação entre as empresas em treinamento avançado de pilotos de caça, com foco em conceitos operacionais de nova geração, sistemas habilitados por inteligência artificial, missões com maior autonomia e ambientes integrados de treinamento sintético.
O acordo também prevê a definição de um roteiro tecnológico para evolução do sistema M-346 ITS, incluindo os recursos previstos para a configuração Block 20.
Escopo do treinamento integrado
A nova fase da parceria expande a colaboração entre as empresas para ambientes de Live, Virtual and Constructive (LVC) e Live Synthetic Integration (LSI), que combinam aeronaves reais, simuladores e forças virtuais em um mesmo cenário operacional.
Segundo as empresas, o objetivo é desenvolver capacidades de treinamento capazes de acompanhar a evolução das operações aéreas modernas, nas quais cresce a integração entre plataformas tripuladas, sistemas autônomos e recursos baseados em inteligência artificial.
O roteiro tecnológico conjunto será aplicado ao desenvolvimento contínuo do M-346 Integrated Training System, utilizado para a formação avançada de pilotos militares.
Escola internacional de treinamento
As empresas destacam a International Flight Training School (IFTS), localizada em Decimomannu, na Sardenha, como principal exemplo da parceria entre CAE e Leonardo.
Operada pela Força Aérea Italiana em colaboração com a Leonardo e a CAE, a escola integra treinamento em voo real, simulação de alta fidelidade, ensaios de missão e instrução baseada em análise de dados.
De acordo com as companhias, esse modelo permite acelerar a preparação operacional dos pilotos para missões complexas e cenários de combate de próxima geração.
Interoperabilidade
Outro objetivo do acordo é fortalecer a interoperabilidade entre forças aéreas aliadas. Segundo as empresas, ambientes integrados como o IFTS permitem que pilotos de diferentes países realizem treinamento conjunto utilizando padrões comuns, táticas compartilhadas e cenários operacionais padronizados, contribuindo para a coordenação entre países da OTAN e outras forças parceiras.
A utilização intensiva de simulação também permite repetir cenários complexos em ambiente controlado, reduzindo riscos durante o treinamento e ampliando a preparação para operações reais.
