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De forma geral, existem dois tipos de atores. Há aqueles que se caracterizam por serem camaleônicos. São aqueles cuja própria personalidade é totalmente submetida ao personagem. São os casos de Tom Hanks, Margot Robbie, Wagner Moura e Glória Pires, entre outros.
Carisma: essencial
O outro tipo é o que emplaca pelo próprio carisma. Não importa qual seja o personagem, o que se vê é aquele ator fazendo um bandido, um herói ou qualquer outro papel. Alguns exemplos são Al Pacino, Meryl Streep, Antônio Fagundes e Fernanda Torres.
Outra atriz que também se impõe pelo carisma é Cissa Guimarães. E foi a personalidade positiva e intensa de Cissa que abriu espaço para aglutinar também a função de apresentadora, que agora está a serviço do “Sem Censura”, da TV Brasil.
Como sempre acontece nesse tipo de programa de debate em arena, em que um apresentador comanda diversos convidados, o “Sem Censura” sempre deu espaço para a personalidade do titular.
Afinal, o nome e a forma, foram reflexo da época de sua criação por Fernando Barbosa Lima em 1985. O país tinha o primeiro governo civil depois de 21 anos de ditadura militar, marcada por práticas nefastas, como a própria censura.
Retorno às origens
A entrada de Cissa ocorre em um momento em que o “Sem Censura” voltou a essas origens. O programa andou ameaçado e, quando escapou do estancamento no Governo Bolsonaro, foi desencaminhado.
Virou semanal e focado apenas em política. Só que a riqueza do programa sempre foi a diversidade temática.
E dependendo do apresentador, os temas poderiam ser mais políticos, mais culturais ou mais comportamentais, mas em todas as demais épocas, essas três vertentes sempre estiveram presentes.
Até pela vivência de Cissa, a tendência é que os temas culturais sejam bastante abordados, com muitos artistas na mesa que contorna a cadeira da apresentadora. Mas a pluralidade de assuntos sempre foi uma das características do programa e Cissa não é boba.
Por isso, em 90% das edições, ela busca personalidades com expertises diversas para que a própria curiosidade de um explore o conhecimento dos demais. Isso recria a dinâmica interessante e inteligente, que individualiza cada programa – e sempre caracterizou o “Sem Censura”.
Edição especial
Uma novidade nessa administração Cissa são as edições especiais. E elas podem ir desde um especial sobre a carreira do supracitado Antônio Fagundes, passando por uma homenagem ao primeiro aniversário de morte de Preta Gil e chegar a um programa dedicado às políticas sociais do Governo Lula, com o próprio Presidente na berlinda.
Depois de 40 anos, o “Sem Censura” continua se reinventando. E dessa vez contando com o entusiasmo e o magnetismo de Cissa.
SERVIÇO
“Sem Censura” – TV Brasil, de segunda a sexta, 16h.
