A preservação do legado de Naná Vasconcelos deu mais um importante passo. Vinculada à Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), a Fundação Apolônio Salles de Desenvolvimento Educacional (Fadurpe) anunciou que comandará pesquisa, catalogação e organização do acervo do percussionista pernambucano.
A iniciativa corresponde à primeira parte do projeto “Naná – Um Griô Pelo Mundo”, que terá como resultado a criação de um banco de dados estruturado e de um documento narrativo que servirá de base para um futuro documentário sobre a vida e a obra do artista.
O projeto começou a ser desenvolvido em julho de 2026, tendo como base operacional o Museu de Artes Afro-Brasil Rolando Toro (Muafro-PE), no Recife. A previsão de conclusão é fevereiro de 2027.
O trabalho também envolve o levantamento de acervos públicos e privados no Brasil e no exterior, entrevistas, análise de registros históricos, elaboração de uma linha do tempo da carreira do músico e consultorias especializadas nas áreas de música, cultura brasileira e pesquisa.
Todo o material reunido será digitalizado e organizado em um repositório que ficará disponível para consulta da equipe de pesquisa e para o acervo pessoal do artista. A ideia é que isso sirva de base para futuras iniciativas de pesquisa, educação e difusão cultural.
“Naná Vasconcelos levou a cultura pernambucana e brasileira para o mundo. Contribuir para preservar sua trajetória é investir na nossa memória, na valorização da identidade cultural e na produção de conhecimento”, afirma a secretária-executiva da Fadurpe, Ellen Viegas.
