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Museu do Jardim Botânico, no Rio, celebra dois anos de reabertura e imersão na flora brasileira

Museu do Jardim Botânico, no Rio, celebra dois anos de reabertura e imersão na flora brasileira


Rio de Janeiro (RJ) – O número 1008 da Rua Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, segue imponente em bucolismo e história viva.

Para além de um dos principais espaços turísticos da cidade, tomado, entre outras maravilhas, por espécies milenares de plantas e majestosas palmeiras imperiais que desfilam por uma alameda, o Jardim Botânico abriga também a suntuosidade de uma construção do início do Século XX, há dois anos reaberta para contar, ensinar e conscientizar sobre a biodiversidade brasileira.


Trata-se do Museu do Jardim Botânico, outrora Museu do Meio-Ambiente, agora gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), o mesmo à frente do Museu do Amanhã, também em terras cariocas e do Paço do Frevo, no Bairro do Recife, entre outros equipamentos culturais.

Além da gestão do Instituto, o museu ganhou a direção do pernambucano Cristiano Vasconcelos, à frente também da diretoria-executiva do Museu do Amanhã, que junto ao Museu das Amazônias (PA) forma a tríade de equipamentos culturais voltados para a arte e ciência.

“A missão do Museu do Jardim Botânico é falar da flora brasileira, da pesquisa, sendo o local um centro de pesquisa e o museu traduz isso para o grande público”, enaltece Cristiano.


Com acesso por uma das entradas do Jardim, o espaço passou a ser anfitrião de exposições, temporárias e permanentes. Programações educativas e outras ações também perfazem a agenda do local, que funciona como uma espécie de encanto prévio aos visitantes, antes do deleite pela imensidão do verde que os espera do lado de fora.

“Era um museu que não tinha uma exposição de longa duração, mas exposições temporárias. Passou um período fechado e então nasceu o projeto do Museu do Jardim Botânico. Chegamos para a implementação, fizemos uma restauração do prédio e seguimos na gestão”, conta Grazielle Giácomo, gerente técnica do Museu, em conversa com a Folha de Pernambuco, sobre a chegada do IDG à frente do espaço.


Ciência da plantas

Com acesso gratuito, o Museu do Jardim Botânico foi pensado para aproximar as pessoas da biodiversidade, assim como para reforçar a importância – e urgência – da condição impreterível de preservação, diante da mazela global a que estamos submetidos. O espaço serve também para “impor” reflexões diversas, creditar pesquisas e enxergar a ciência como viés crucial para seguir adiante em (re) descobertas.


Crédito: Renato Mangolim/Divulgação


“É um diferencial ter um comitê curatorial composto por pessoas da arte, mas também de várias formações. São pesquisadores científicos que atuam junto ao IDG”, ressalta Grazielle, que pontua sobre a casa, como uma das possibilidades do Jardim, para atrair visitantes. “Quando as pessoas chegam para visitar o Jardim, se deparam com inúmeras possibilidades e iniciativas, e o museu é uma delas e a visitação é gratuita”, enfatiza a gerente.

Sunaúma

Da maquete do Jardim Botânico, passando ainda por um laboratório, instalações, exposições e espaços, como o que mostra o risco de extinção de espécies diversas, identificando o perigo através de luzes (verdes, amarelas ou vermelhas), é em meio a uma narração da atriz Regina Casé que visitantes podem adentrar no universo deslumbrante da frondosa Sunaúma.


Uma das mais grandiosas árvores da Amazônia, chamada também de “Mãe da Floresta” e tida como árvore sagrada, é exaltada na obra de Estevão Ciavatta: “Sumaúma: Copa, Casa, Cosmos”. Na sala, o visitante é levado às profundezas da espécie, cujas raízes adentram o chão, armazenando e liberando água.


Museu do Jardim Botânico, no Rio, foi reaberto há dois anosCrédito: Renato Mangolim/Divulgação



No espaço, o público é levado a acompanhar o seu crescimento em 360 graus, sentindo-se dentro dela. Como efeito, sentidos aguçados e sensibilizados, desde o instante do seu nascimento até chegar a uma altura que entrelaça céu e terra.

SERVIÇO

Museu do Jardim Botânico


Onde: Rua Jardim Botânico, 1008, Jardim Botânico,Rio de Janeiro

Acesso gratuito

Informações: @museudojardimbotanico

Visitação: quinta a terça-feira, das 10h às 17h

*A repórter viajou ao Rio de Janeiro a convite do Museu do Amanhã

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