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Antes de ser jornalista, Renato Machado também foi ator; relembre

Antes de ser jornalista, Renato Machado também foi ator; relembre


Jornalista desde 1969, quando ingressou no Jornal do Brasil, Renato Machado, que morreu nesta quinta-feira aos 83 anos, também se dedicou às artes. O ex-apresentador do Bom dia Brasil foi dublador e ator, chegando a integrar o Teatro Oficina, em São Paulo. Ele atuou em montagens como “A tempestade”, de Shakespeare, e Antígona, além de aparecer em várias produções televisivas.


Pouco depois da inauguração da TV Globo, ele fez participações em “Rosinha do sobrado” (conhecida como a primeira “novela das 7” da emissora, com apenas 50 capítulos) e “A moreninha”, ambas exibidas em 1965. Na Excelsior, esteve no elenco de “Sangue do meu sangue”, de 1969. Por causa do tamanho dos papéis, não há registros dele em cena.




“O Renato me impressionava muito pela inteligência, era articuladíssimo, culto, informado, bacana, gente boa”, disse a colega de cena Regina Duarte, numa entrevista ao “Programa do Jô”, em 2012, quando a carreira artística do jornalista foi mencionada.


A carreira

Ao longo de mais de quatro décadas no jornalismo da TV Globo, Renato Machado ocupou alguns dos postos mais importantes da área na emissora. Além de comandar o Bom Dia Brasil, apresentou o Jornal da Globo e o RJTV, integrou a bancada do Jornal Nacional e atuou tanto como correspondente internacional em Londres quanto como repórter especial. Participou de importantes coberturas internacionais, como a Guerra das Malvinas e o acidente na usina nuclear de Chernobil.


“Para ser telejornalista é necessário um acúmulo de conhecimento”, disse ele, numa entrevista ao site do Memória Globo. “É saber curiosidades sobre grua, tráfego de câmera, enquadramento, cores, texto, edição. É uma troca. Um universo de aprendizado que, a cada dia, você vê que você erra”.


Além do jornalismo, outra paixão era os vinhos, assunto que foi tema de reportagens, documentários e projetos pessoais. Nos últimos anos, também lançou um curso on-line sobre vinhos franceses. Em entrevista ao Estadão, contou que o interesse pela bebida começou na década de 1970, após ganhar o guia Hugh Johnson’s Pocket Wine Book, obra da qual chegou a escrever o prefácio da edição brasileira de 2008.


“O que me arrebatou, em um primeiro momento, foi a redação dos verbetes. Assim como diz um personagem de Eça de Queiroz, meu escritor preferido, eu sou um apaixonado pela bela frase. E por vinhos”, disse.

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