Plano para o período de estiagem inclui monitoramento de áreas de risco, aceiros, inspeções preventivas e reforço na estrutura de resposta a queimadas no entorno do terminal
O Aeroporto de Goiânia reforçou o plano de prevenção a incêndios durante o período de estiagem em Goiás, quando o risco de queimadas em áreas de vegetação aumenta e pode afetar a segurança das operações aéreas.
Administrado pela Motiva, o aeroporto intensificou ações de monitoramento, inspeção e resposta preventiva entre junho e setembro, meses em que as condições climáticas favorecem a propagação do fogo na região Centro-Oeste.
Segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás citados pela concessionária, mais de 4 mil ocorrências de incêndios em vegetação foram registradas em 2025. A maior concentração ocorreu entre junho e outubro, período que exige maior atenção de aeroportos situados em áreas próximas a vegetação ou fora do perímetro urbano.
No Aeroporto de Goiânia, o plano inclui o mapeamento das áreas mais suscetíveis a incêndios, feito de forma integrada pelas equipes de manutenção, operações, segurança e bombeiros de aeródromo. Também foram ampliadas as inspeções preventivas no sítio aeroportuário e o acompanhamento contínuo de possíveis focos de risco.
A estrutura de resposta também foi revisada. A concessionária informou que realiza verificações periódicas dos equipamentos de combate a incêndio, mantém sopradores disponíveis para apoio às equipes e ampliou a rede de fornecedores de caminhão-pipa para uso em situações emergenciais.
Outra medida é a execução de aceiros em pontos estratégicos do aeroporto, para reduzir a possibilidade de propagação do fogo. A administração também enviou comunicados a proprietários de áreas vizinhas, com orientações sobre manutenção da vegetação e adoção de medidas preventivas. Além de orientar a população a evitar queimadas, não descartar bitucas de cigarro em áreas de vegetação e acionar o Corpo de Bombeiros em caso de foco de incêndio.
De acordo com Mariana Eltz, coordenadora do Aeroporto de Goiânia, o planejamento combina monitoramento constante, integração entre equipes internas e colaboração com o entorno do aeroporto.
Incêndios próximos a aeroportos podem causar impacto direto na operação. A fumaça reduz a visibilidade em pousos e decolagens e, em casos mais severos, pode levar à restrição temporária das atividades até o restabelecimento das condições de segurança.
