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“Nunca morri tanto”: Antonio Fagundes confirma várias versões da morte de Arthur Brandão

“Nunca morri tanto”: Antonio Fagundes confirma várias versões da morte de Arthur Brandão


Antonio Fagundes confirma que gravou cenas variadas com diferentes versões da morte de Arthur Brandão, seu personagem na novela “Quem ama cuida”. Uma das tramas da novela gira em torno do fim misterioso do empresário, papel que marca a vota de Fagundes às novelas após um hiato de seis anos. Em entrevista ao GLOBO, o ator concordou que a morte de Brandão foi suspeitíssima e deu seu palpite sobre uma possível volta dele à novela. Leia trecho:


O seu personagem, Arthur Brandão morreu, mas a novela segue girando ali em torno da morte dele, do famoso ‘quem matou Arthur’. E aí tem uma desconfiança de que foi uma armação, a morte dele foi suspeitíssima. Há chances de você voltar?

Olha, ele morreu, né. A não ser que eu. O Walcyr (Carrasco, autor) gosta dessas coisas. De repente, uma coisa meio espírita (risos). Ele já fez uma novela espírita, inclusive. De repente, pode voltar um fantasminha aí… Um flashback…. não sei…


Ouvi dizer que o autor escreveu oito versões da cena do crime. Você gravou isso tudo?

Nunca morri tanto na minha vida (risos).


Mas entre elas, há uma cena em que o Arthur Forja a própria morte?

Pois é, faltou essa…




Como foi voltar às novelas seis anos depois, s coisas estão muito diferentes?

Estão diferentes. Está diferente por diversas razões. A principal é a tecnológica. Hoje em dia, temos uma tecnologia muito melhor, mais apurada, mas que exige mais tempo. E isso, para mim, é uma pena, porque eu acho que a grande vantagem da televisão é exatamente a rapidez. Nenhum ator americano se submeteria ao que a gente se submete todos os dias para gravar uma novela, mesmo com a lentidão de hoje.


A lentidão, você diz, é para finalizar processos?

É, porque a luz é mais elaborada. Antigamente, eram dois refletores e saiamos fazendo. Agora tem uma lente que capta melhor a sua pele. Então, se puser aquela luz com essa lente sem ser caprichada, não tem pessoa que resista… porque aparece até o poro da pessoa.


Então, tem que ser muito bem iluminado. Isso exige tempo. E as câmeras, atualmente, não são como as câmeras de antigamente, que estavam todas interligadas para fazer televisão rapidamente. Eram quatro câmeras ligadas a uma central, tinha um diretor de TV que ia cortando as imagens de uma câmera para outra. Então, aquilo já saía praticamente montado. Agora não. Essas câmeras são independentes. Então, isso daí faz com que demore um pouquinho. Disso eu não tenho saudade.

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