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Cerca de 14.000 funcionários da Airbus estão em greve na Espanha

Cerca de 14.000 funcionários da Airbus estão em greve na Espanha

Greve de trabalhadores da Airbus na Espanha seguirá até 31 de julho; Paralisação envolve reivindicações salariais e trabalho remoto

Cerca de 14.000 funcionários da Airbus na Espanha estão em greve desde o primeiro dia de julho, por iniciativa de um sindicato de profissionais aeronáuticos do país (SIPA).

Na última quarta-feira (8), o movimento ganhou adesão de outros sindicatos após reunião entre representantes dos trabalhadores e a direção do fabricante, sem que houvesse acordo para encerrar a paralisação. As reivindicações abrangem reajustes salariais, condições de trabalho e mudanças na gestão de pessoal.

Entre os principais pontos está a proposta de reajuste salarial apresentada pela empresa, considerada insuficiente pelos sindicatos por ficar abaixo da inflação. Os representantes dos trabalhadores argumentam que a política salarial contrasta com o lucro líquido de 5,2 bilhões de euros registrado pela Airbus em 2025.

Também fazem parte da pauta a redução do regime de trabalho remoto, que passou de dois para um dia por semana, a adoção de um novo sistema para definição dos períodos de férias, considerado menos flexível pelos empregados, e a implementação do chamado Bradford Index, método utilizado para monitorar e avaliar índices de absenteísmo.

Adesão sindical dividida

Embora a greve seja liderada pelo SIPA, segundo maior sindicato presente nas operações da Airbus na Espanha, outras entidades aderiram ao movimento, incluindo a Unión General de Trabajadores (UGT), uma das principais centrais sindicais do país.

A Comisiones Obreras (CCOO), maior sindicato entre os trabalhadores da Airbus na Espanha e signatária do atual acordo que regula as relações trabalhistas na empresa, optou por não aderir à paralisação neste momento.

Apesar disso, a entidade informou que avalia convocar uma greve por tempo indeterminado após 7 de setembro, caso as negociações não avancem.

Impactos na produção

A continuidade da greve pode afetar o ritmo de produção da Airbus na Espanha, especialmente em programas ligados ao setor de defesa. A paralisação ocorre em um momento em que a fabricante busca ampliar sua capacidade produtiva para atender à demanda por aeronaves e sistemas aeroespaciais.

Em junho, trabalhadores de diversas unidades da Airbus na França também realizaram paralisações, ampliando o cenário de tensões trabalhistas em diferentes operações da companhia na Europa.

Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (10), a Airbus disse que permanece aberta ao diálogo com as entidades sindicais e acrescentou que está analisando as preocupações apresentadas pelos empregados e declarou esperar que o conflito seja resolvido rapidamente para reduzir os impactos sobre suas operações e seus clientes.





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