A easyJet aceitou uma proposta de aquisição de US$ 6,94 bilhões da empresa de investimentos norte-americana Castlelake
A easyJet anunciou no último domingo (5), que chegou a um acordo, em princípio, para ser adquirida pela empresa de investimentos norte-americana Castlelake em uma operação avaliada em US$ 6,94 bilhões.
O acordo ainda depende da apresentação de uma oferta formal aos acionistas até 3 de agosto, além da aprovação das autoridades reguladoras competentes e do cumprimento das regras de propriedade exigidas para companhias aéreas da União Europeia.
Segundo os termos anunciados, a Castlelake pretende pagar US$ 9,21 por ação da easyJet. As propostas anteriores variavam entre US$ 7,48 e US$ 8,68 por ação e haviam sido recusadas pela companhia, que considerava os valores insuficientes.
O conselho da easyJet disse que, caso a oferta definitiva seja apresentada nos termos atualmente acordados, recomendará sua aprovação aos acionistas.
Exigências da União Europeia
Além da aprovação dos acionistas, a transação depende do aval dos órgãos reguladores. Um dos principais requisitos é o cumprimento da legislação da União Europeia, que determina que companhias aéreas do bloco permaneçam com pelo menos 51% do controle pertencente a cidadãos da União Europeia.
Embora a Castlelake seja uma gestora de investimentos sediada nos Estados Unidos, a proposta prevê uma estrutura societária em que a companhia aérea permanecerá sob controle de dois cidadãos da União Europeia, buscando atender às exigências regulatórias.
Posicionamento sobre a operação
Após rejeitar quatro propostas anteriores, a administração da easyJet passou a apoiar a nova oferta.
Em comunicado, um porta-voz da companhia disse que a proposta “demonstrou enorme respeito pela easyJet e por seus colaboradores, além da intenção de apoiar seu crescimento futuro e sua transformação em uma companhia aérea europeia mais forte e resiliente”.
Impactos concorrenciais
A easyJet é atualmente a maior companhia aérea do Reino Unido em número de passageiros transportados. A transportadora de baixo custo opera cerca de 1.200 rotas em 35 países, mantendo presença relevante no mercado europeu de aviação comercial.
Em razão desse porte, a aquisição deverá passar por análise detalhada das autoridades reguladoras, que avaliarão os impactos da operação sobre a concorrência e o cumprimento das normas aplicáveis ao setor aéreo.
