O relatório divulgado pelo instituto de exames médicos de Los Angeles, divulgado nesta segunda-feira (29), determinou as causas da morte da norte-americana Daveigh Chase. A atriz que interpretou Samara em “O Chamado” e dublou Lilo em “Lilo & Stitch”, morreu no dia 16 de junho, aos 35 anos. De acordo com o comunicado, a morte foi decorrência de Aids e do abuso de substâncias.
A síndrome da imunodeficiência adquirida (conhecida como Aids), associada ao “uso crônico de múltiplas substâncias” provocou a morte da cantora, atestou o instituto, conforme noticiou a rede de televisão norte-americana “NBC”.
O paí da atriz, John Schwallier, havia dito à rede de TV que a causa da morte teria sido uma infecção sanguínea e que ela sofria de desnutrição grave enquanto estava em situação de rua na cidade de Los Angeles.
Entenda a doença
Ainda há muita desinformação sobre a diferença entre HIV e Aids. HIV é o vírus, Aids é o estágio avançado da infecção. Hoje, os avanços da medicina levam a pessoa a conseguir viver décadas com o HIV sem nunca desenvolver a Aids.
HIV é a sigla em inglês para Vírus da Imunodeficiência Humana, o agente causador que entra no corpo e ataca as células de defesa (chamadas de linfócitos T-CD4).
Em relação aos sintomas, no início e muitas vezes ao longo dos primeiros anos, o vírus se multiplica de forma silenciosa. A pessoa que tem o HIV é chamada de soropositiva. Ela pode se sentir perfeitamente bem, forte e saudável.
Aids é a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Ela só aparece quando o HIV passou anos se multiplicando sem controle e destruiu tantas células de defesa que o sistema imunológico ficou “indefeso”.
Com a imunidade muito baixa, o corpo perde a capacidade de combater invasores básicos. É aí que surgem as chamadas doenças oportunistas (como pneumonias graves, tuberculose ou certos tipos de câncer). A Aids não é uma doença única, mas sim esse estado de vulnerabilidade extrema.
Coquetel – O motivo pelo qual ter HIV não significa ter Aids hoje em dia é a Terapia Antirretroviral (TARV), os famosos remédios diários distribuídos gratuitamente no Brasil pelo SUS.
O tratamento impede o vírus de se replicar. Com o tempo, a quantidade de vírus no sangue cai tanto que o exame não consegue mais detectá-lo. É o que chamamos de Carga Viral Indetectável.
