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Antonio Fagundes fala sobre morte de seu personagem em ‘Quem ama cuida’

Antonio Fagundes fala sobre morte de seu personagem em ‘Quem ama cuida’


Antonio Fagundes nunca morreu tanto. Foi o que ele disse sobre as diversas cenas gravadas para dar conta do fim de Arthur Brandão, seu personagem na novela das 21h, “Quem ama cuida”. Em entrevista à jornalista Maria Fortuna, no videocast ‘ Conversa vai, conversa vem’, que vai ao ar nesta segunda (29) às 9h, no Youtube do Jornal OGLOBO e no Spotify, o ator concordou que a morte do empresário foi suspeitíssima e deu seu palpite sobre uma possível volta dele à novela.


Durante o bate-papo, ele também falou sobre a peça “Dois de nós”, com que comemora seus 60 anos de carreira, ao lado de Christiane Torloni, Alexandra Martins (sua companheira há quase 20 anos) e Thiago Fragoso, além do processo de desconstrução após descobrir que o filho, Bruno Fagundes é gay. Leia trecho:


A morte do seu personagem na novela foi suspeita. Há chances de você voltar? Ouvi dizer que o autor escreveu oito versões da cena do crime…


Nunca morri tanto na minha vida (risos). Acho que não tem chance de ele voltar, mas Walcyr (Carrasco, o autor) gosta dessa coisa meio espírita… De repente, pode voltar um fantasminha, um flashback, não sei…




A peça “Dois de nós”, que estreia no Rio de Janeiro em 23 de julho, destaca transformações de comportamento. Te provocou a se olhar em meio a uma sociedade machista, racista, homofóbica?


Misógina… Esse é um dos méritos do Gustavo Pinheiro: discutir essa evolução do homem de 30 anos pra cá. Essa evolução que alguns homens se permitiram passar, deixar aquele machismo tóxico de lado e começar a entender que é possível ser sensível, observar o mundo com mais tranquilidade e deixar de lado alguns preconceitos, nos quais a gente foi criado. Qualquer pessoa pode se modificar. No passado a gente não consegue mexer, mas podemos mexer no presente e fazer com que o futuro seja melhor.


Precisou lidar com o próprio preconceito quando soube que seu filho Bruno era gay? Ele fala disso com tranquilidade, mas confessou que tinha um certo medo de dividir isso com os pais…


Fomos criados dentro dessa sociedade horrível, dentro do machismo, da misoginia, do patriarcalismo, da homofonia, do sexismo, do etarismo. Mas tive uma facilidade por ter começado a fazer teatro muito pequeno, oportunidade de discutir tudo isso a partir dos 12. A cabeça foi abrindo ao longo dessas décadas todas. Bruno pegou, mas já menos do que eu, um pouco dessa carga;. E o receio que ele teve no começo veio daí. Mas foi uma coisa que em dois minutos de conversa se resolveu. Quero que seja feliz nas opções dele, que seja o ser humano lindo que é.

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