Cientistas, pesquisadores e gestores ambientais reunidos em Miami defenderam o fortalecimento das ações de combate à Doença da Perda de Tecido em Corais Pétreos (SCTLD), considerada uma das maiores ameaças aos recifes de corais do Caribe, incluindo as Bahamas e a Flórida.
O encontro destacou a necessidade de ampliar a cooperação entre governos, instituições de pesquisa e organizações ambientais para acelerar a troca de dados, aprimorar tratamentos e desenvolver estratégias integradas de conservação dos recifes, fundamentais para a biodiversidade marinha e para o turismo da região.
Segundo a diretora do Departamento de Planejamento e Proteção Ambiental das Bahamas, Rhianna Neely-Murphy, a doença representa um desafio sem precedentes para os corais formadores de recifes do arquipélago, exigindo decisões baseadas em evidências científicas e maior envolvimento das comunidades locais.
Turismo e economia em risco
Identificada pela primeira vez na Flórida, em 2014, a SCTLD já se espalhou por diversos países e territórios do Caribe. A doença afeta corais duros e compromete ecossistemas que sustentam a pesca, protegem o litoral contra a erosão e atraem milhões de turistas todos os anos.
Para Aaron Hartmann, cientista do Perry Institute for Marine Science (PIMS), o combate à doença depende de uma resposta regional coordenada. Segundo ele, compartilhar informações e experiências aumenta as chances de recuperação dos recifes e reduz os impactos sobre as comunidades que dependem desses ecossistemas.
Prioridades para conservação
Durante o workshop “Stony Coral Tissue Loss Disease: Partnering for Resilient Reefs”, os participantes definiram cinco prioridades para fortalecer a proteção dos recifes das Bahamas: ampliar a capacidade local de conservação, preencher lacunas de dados científicos, intensificar a colaboração entre instituições, compreender melhor a conectividade entre os recifes e implementar estratégias integradas de gestão ambiental.
As organizações participantes também assumiram o compromisso de desenvolver uma estrutura comum para orientar futuras ações de monitoramento, tratamento e restauração dos recifes, reforçando a resiliência dos destinos turísticos do Caribe diante dos impactos da doença.
