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Animador de “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” morre após ser atropelado por trem na França

Animador de “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” morre após ser atropelado por trem na França


O animador mexicano Luis de la Rosa, que trabalhou no filme “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” (2023), morreu após ser atropelado por um trem na França na última quarta-feira. Segundo as autoridades locais, ele caminhava por uma área ferroviária quando foi atingido pela composição.


Luis havia viajado à Europa para participar do Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy, um dos principais eventos do setor, onde pretendia ampliar sua rede de contatos e desenvolver novos projetos.


Em fevereiro de 2024, após “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” ser indicado ao Oscar de Melhor Filme de Animação, Luis concedeu uma entrevista por videoconferência ao jornal mexicano El Universal. Na ocasião, disse estar feliz com a indicação, embora considerasse que sua contribuição para a produção havia sido pequena em comparação com a do restante da equipe.


— Obrigado por pensarem em mim — comentou, na época.




Participação em ‘Homem-Aranha’

O nome de Luis de la Rosa aparecia nos créditos do filme ao lado de outros profissionais mexicanos. Segundo ele, foi contratado pelos estúdios cerca de um mês antes da estreia da animação, prática que classificou como comum em grandes produções para reforçar as equipes na fase final.


Conhecido como Lemur em sua conta no Facebook, ele contou que um dos produtores já conhecia seu trabalho nas séries Animaniacs e na nova versão de Space Jam.


Trabalhando de casa, no estado mexicano de Sonora, Luis passou uma semana animando uma sequência em que o principal vilão abre portais para outras dimensões.


— Há uma cena em que o principal vilão percebe que pode abrir portais para outras dimensões e, em uma delas, coloca a cabeça em um universo que parece uma história em quadrinhos dos anos 1960 em Nova York. As pessoas se assustam e saem correndo. Eu animei alguns desses personagens reagindo, como uma senhora fugindo e um taxista — explicou.


Antes de integrar a equipe do filme, o animador trabalhou nos estúdios Anima Estudios, Atomic Cartoons e Tonic DNA. Na entrevista, afirmou acreditar no talento dos profissionais mexicanos e defendeu que o país ampliasse sua produção para consolidar uma indústria de animação mais forte.


Homenagens

A morte de Luis de la Rosa provocou homenagens de profissionais e instituições ligadas ao cinema.


O cineasta Guillermo del Toro, vencedor do Oscar por Pinóquio e diretor de O Labirinto do Fauno, escreveu: “Descanse em paz um grande talento da animação. Eu não o conhecia pessoalmente, mas sua capacidade era muito reconhecida no meio”.


O Instituto Mexicano de Cinematografia também prestou homenagem nas redes sociais: “O animador sonorense nos deixou uma coleção de maravilhas que sempre celebraremos”.


Familiares publicaram mensagens de despedida no Facebook. “Não há palavras. Você nos deixa com o coração partido. Seus Natais sempre foram em casa, conosco. Seu talento ultrapassou fronteiras. Sua viagem à Europa era justamente para continuar perseguindo seus sonhos”, publicou a irmã, Cristina Caballero de la Rosa.


Em outra publicação, ela acrescentou: “Você foi e sempre será o melhor. Obrigado por tudo e por todas as suas conversas, sempre alegres, felizes e genuínas. Vamos sentir muito a sua falta, Luisito”.

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