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Supergirl aposta em visual ousado, mas ainda precisa convencer os fãs

Supergirl aposta em visual ousado, mas ainda precisa convencer os fãs


Depois de Steven Spielberg abduzir o público e deixar queixos caídos entre as estreias recentes de cinema, chegou a vez de Supergirl voar sobre a cabeça da plateia. O longa-metragem conta com sessões antecipadas a partir de hoje e tem estreia oficial nos cinemas brasileiros na quinta-feira (25).


Originalmente intitulado “Supergirl: A Mulher do Amanhã”, o longa foi rebatizado apenas como “Supergirl”. A produção adapta a HQ escrita por Tom King e é ilustrada pela brasileira Bilquis Evely para a DC Comics.




Humana?

Na trama, a protagonista surge como uma espécie de anti-heroína: uma mulher dotada de superpoderes, mas marcada por angústias “super” humanas. Quando está sem a capa, mata a tristeza em mesas de bar e dedica todo seu afeto ao cão, ou melhor, supercão “Krypto”, que acompanhou também Clark Kent (David Corenswet) no lançamento do ano passado.


Protagonizado por Milly Alcock, aclamada na mídia como encaixe perfeito no papel, o filme funciona como uma espécie de sequência indireta de Superman (2025). Sua estética segue a ideia de que “garotas também podem ser bagunceiras”, mas será que isso é suficiente para sustentar a personagem? Apesar do potencial, parte do público está segurando as emoções. O receio é que a estética “punk rock” seja apenas performática, sem profundidade emocional e reciclada de universos já conhecidos.



O diretor Craig Gillespie, responsável por títulos aplaudidos como “A garota ideal” (2007), “Eu, Tonya” (2017) e “Cruella” (2021), acumula elogios em sua filmografia, mas também enfrenta questionamentos sobre sua capacidade de ir além do convencional e explorar novas possibilidades narrativas, ou seja, por muitos, é acusado de “básico”.


Críticas

Com atmosferas arenosas, cenários “sujos” e mundos de estética desgastada, o longa é apontado por publicações internacionais, como semelhante a “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015), o que cativa a uns e a outros nem tanto. O resultado, ao menos por enquanto, é um filme que não parece ruim, mas também não soa particularmente empolgante. O temor é que a experiência termine aquém das expectativas: entrar na sessão querendo amar e sair apenas gostando.


O elenco também é composto por Jason Momoa ao Universo DC como o anti-herói durão Lobo, e conta ainda com Eve Ridley, Matthias Schoenaerts e David Krumholtz no elenco.


De acordo com o “Deadline” o filme da DC Studios e da Warner Bros. possui uma expectativa de mais de US$ 55 milhões em sua estreia. O valor corresponde a um pouco menos da metade de “Superman” (2025), dirigido por James Gunn, que estreou com US$ 125 milhões e arrecadou US$ 354,2 milhões nos Estados Unidos e US$ 618,7 milhões mundialmente.


Divulgações

A sensação é de que o filme corre o risco de desperdiçar seu potencial ao se apoiar em um universo, roteiros e estética que lembram outras produções de super-heróis. Talvez Spielberg tenha deixado o público mal-acostumado, mas, por enquanto, “Supergirl” ainda não parece ter a capacidade de alcançar as expectativas dos fãs e não causa empolgação para experienciar a ficção nas grandes telas.


Como parte da divulgação do longa, Milly Alcock, Craig Gillespie, a roteirista Ana Nogueira e o produtor e co-CEO da DC Studios, Peter Safran, estiveram no Brasil no dia 13 de junho, no Rio de Janeiro, onde realizaram uma coletiva de imprensa e também acompanharam uma partida da seleção brasileira. Só resta esperar.

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