A cantora e compositora pernambucana Letícia Bastos aposta na riqueza cultural brasileira como tema central de seu novo trabalho.
Disponibilizado nas plataformas digitais na última semana, o single “O Brasil Tá em Alta” chega em um período marcado pela expectativa em torno da Copa do Mundo e pelas festividades juninas, propondo uma celebração da identidade nacional a partir de referências que transitam entre o popular e o contemporâneo.
A inspiração para a composição surgiu da percepção de um fenômeno que vem ganhando força nos últimos anos: o crescente interesse internacional por símbolos, costumes e expressões culturais do Brasil.
Tendência conhecida globalmente como “Brazil Core”, o movimento tem levado elementos tradicionalmente associados ao país para diferentes espaços da moda, da música e do comportamento.
“Escrevi ‘O Brasil Tá em Alta’ a partir do que comecei a perceber nos últimos anos. De repente, o mundo inteiro começou a olhar para o Brasil de um jeito diferente. A gente vê estrangeiros usando camisa da seleção, usando sandálias Havaianas, ouvindo música brasileira, dançando os nossos ritmos, querendo conhecer a nossa cultura. E isso me fez pensar: será que a gente está percebendo o quanto o Brasil está em alta?”, observa a cantora.
Musicalmente, a faixa aproxima o universo do forró de uma estética pop atual. A base construída por sanfona, zabumba e triângulo divide espaço com guitarras, baixo e intervenções eletrônicas, criando uma sonoridade que conecta tradição e modernidade.
O resultado reforça a proposta de apresentar manifestações culturais nordestinas a públicos cada vez mais amplos.
A letra percorre aspectos que ajudam a construir o imaginário brasileiro, reunindo referências à hospitalidade, à culinária, à criatividade e às expressões artísticas do país.
O futebol também marca presença na narrativa, em sintonia com o clima de celebração que costuma acompanhar os grandes torneios internacionais.
Para Letícia Bastos, o Nordeste ocupa posição de destaque nesse movimento de valorização cultural.
“Quando olho para o Nordeste, sinto isso ainda mais forte. As nossas praias, a nossa música, o São João, o forró, a nossa forma de falar, de receber as pessoas… Tudo isso começou a despertar a curiosidade e o encanto de gente do mundo inteiro. É uma celebração daquilo que nós temos de mais valioso: a nossa cultura, a nossa alegria e a nossa identidade. Porque eu acredito que, no Brasil, felicidade não tem data. E talvez seja exatamente isso que faz tanta gente querer estar aqui”, afirma.
Ao unir ritmos regionais, linguagem pop e um discurso de valorização das raízes culturais, a artista transforma a música em um convite para revisitar aquilo que faz da diversidade brasileira um dos seus maiores patrimônios
