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O passado pouco conhecido de Joaquin Phoenix: a conturbada infância do ator em uma seita

O passado pouco conhecido de Joaquin Phoenix: a conturbada infância do ator em uma seita


Antes de se tornar o ator premiado que conquistou Hollywood com filmes como “Coringa” (2019) e “Napoleão” (2023), Joaquin Phoenix esconde um passado pouco conhecido.

Por trás ds flashes, tapetes vermelhos e o reconhecimento da indpustria, há uma infância marcada pela passagem por uma das seitas mais controversas dos anos 1970: a organização religiosa “Children of God” (ou “Filhos de Deus”).

Seu irmão mais velho, River Phoenix, primeira grande estrela da família — que morreu em 1993, aos 23 anos, vítima de uma overdose acidental —, também cresceu no grupo.


Os pais dos atores, John Lee Bottom e Arlyn Dunetz, estavam profundamente ligados ao movimento hippie do fim dos anos 1960. Em busca de uma alternativa espiritual e desencantados com o sistema tradicional, decidiram se juntar à comunidade criada pelo ex-pastor americano David Berg.

O grupo defendia um estilo de vida nômade e a devoção total aos ensinamentos de seu fundador. Nesse período, a família percorreu diferentes países da América Latina. Joaquin nasceu em Porto Rico, em 1974, enquanto seus irmãos vieram ao mundo em lugares como Texas, Venezuela e Flórida.


Durante esses primeiros anos, os irmãos Phoenix estiveram totalmente inseridos na doutrina da organização. Inicialmente apresentada como um movimento cristão revolucionário e pacifista, a seita passou a ser alvo de denúncias por práticas cada vez mais extremas.




Ao longo da década de 1970, Berg implementou métodos que incluíam manipulação psicológica, isolamento social e abusos contra menores. O grupo também incentivava abertamente o uso do sexo como ferramenta de recrutamento e arrecadação de recursos, prática conhecida internamente como “flirty fishing” (“pesca sedutora”).


Embora ainda fossem muito jovens, a experiência deixou marcas nos irmãos. Quando as denúncias de abusos sistemáticos e maus-tratos ganharam repercussão internacional, os pais de Joaquin decidiram romper com a organização. A separação ocorreu no fim dos anos 1970, quando a família conseguiu escapar da Venezuela em um navio de carga para retornar aos Estados Unidos.


A volta ao país marcou um recomeço. Os Bottom trocaram o sobrenome por Phoenix, em clara referência à ave mitológica que renasce das próprias cinzas. Já instalados em Los Angeles, os filhos passaram a trabalhar como artistas de rua e participar de comerciais de televisão para ajudar no sustento da família. Joaquin chegou a usar temporariamente o nome Leaf Phoenix, enquanto River chamava cada vez mais atenção da indústria cinematográfica, especialmente após sua atuação em “Conta comigo” (1986).


Anos depois, uma “profecia” de River ganharia contornos simbólicos. Pouco antes de morrer, o ator teria dito ao irmão mais novo que ele se tornaria um ator ainda mais reconhecido e bem-sucedido em Hollywood. Após a morte de River, ocorrida em frente a uma casa noturna de Los Angeles e testemunhada por Joaquin e pela irmã Rain, o futuro vencedor do Oscar se afastou temporariamente da carreira para enfrentar o luto na Costa Rica. Quando retornou à atuação, iniciou a trajetória que o transformaria em um dos atores mais respeitados de sua geração.

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