FOZ DO IGUAÇU – O papel dos empresários no fortalecimento do turismo brasileiro foi a principal mensagem defendida por Alexandre Sampaio, diretor da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), durante a abertura do Festival Internacional de Turismo das Cataratas, realizada nesta quarta-feira (10), em Foz do Iguaçu.
Ao discursar para autoridades, empresários e profissionais do setor, Sampaio destacou a importância do turismo para a economia brasileira e defendeu uma participação mais ativa do empresariado nas discussões que impactam diretamente o desenvolvimento da atividade.
“Nós, empresários do turismo, precisamos nos posicionar mais. Independentemente dos resultados eleitorais que virão, é necessário apresentar pleitos consistentes e garantir uma participação efetiva nas decisões que envolvem o setor”, afirmou.
Turismo e comércio caminham juntos

Representando a CNC, Alexandre Sampaio ressaltou o compromisso da entidade com o desenvolvimento do turismo nacional e lembrou que o segmento ocupa posição estratégica dentro da atuação da confederação. Segundo ele, turismo e comércio possuem uma relação de interdependência que contribui diretamente para a geração de negócios, empregos e renda.
“O turismo faz parte do comércio brasileiro. Temos uma máxima dentro da CNC: turismo e comércio caminham juntos, se potencializam e se retroalimentam. Essa integração é fundamental para o crescimento econômico”, destacou.
Mais protagonismo para o setor
Durante sua fala, Sampaio reconheceu os esforços realizados por instituições como a Embratur e o Ministério do Turismo na promoção do Brasil, mas alertou para a necessidade de ampliar o apoio institucional e os investimentos destinados ao segmento.
Para ele, o turismo precisa ocupar uma posição mais estratégica na agenda nacional, inclusive dentro do Poder Legislativo. “Talvez faltem mais parlamentares comprometidos com o turismo brasileiro. É importante que o setor se organize, apresente propostas viáveis e demonstre sua capacidade de contribuir para o desenvolvimento do país”, disse.
O dirigente observou ainda que os recursos destinados ao turismo continuam limitados diante do potencial econômico da atividade. “Precisamos reconhecer que os orçamentos ainda são reduzidos. Se queremos que o turismo seja um vetor de desenvolvimento e crescimento econômico, precisamos ampliar sua relevância dentro das políticas públicas.”
O papel do empresário
Alexandre Sampaio enfatizou que o avanço do turismo não depende apenas do poder público, mas também da capacidade de mobilização da iniciativa privada. Segundo ele, o Brasil já possui um patrimônio natural e cultural capaz de atrair visitantes do mundo inteiro. O desafio agora é transformar esse potencial em resultados concretos.
“Temos uma verdadeira joia rara nas mãos, que é a nossa atratividade natural. Cabe a nós, empresários, potencializar esse patrimônio, sermos mais colaborativos e ajudar o turismo a contribuir ainda mais para o desenvolvimento do país”, afirmou.
Sampaio também destacou o caráter democrático da atividade turística, ressaltando sua capacidade de gerar oportunidades especialmente para pequenos empreendedores espalhados pelos municípios brasileiros. “O turismo é abrangente. Ele permite que pequenos empresários se desenvolvam em suas cidades, criando oportunidades, movimentando a economia local e ajudando a fazer o bolo crescer para todos”, declarou.
Festival das Cataratas como exemplo

Ao encerrar sua participação, o dirigente elogiou o Festival das Cataratas e destacou a importância do evento para promover debates, negócios e integração entre os diferentes segmentos da cadeia turística. “O Festival das Cataratas tem exatamente esse potencial de unir o setor, estimular o desenvolvimento e fortalecer o turismo brasileiro. É um evento de grande qualidade e merece ser celebrado”, afirmou.
Sampaio também reforçou o papel da CNC por meio do projeto Vai Turismo e dos Conselhos Empresariais de Turismo presentes em todos os estados brasileiros, defendendo que a construção de um turismo mais forte passa pela união entre empresários, entidades representativas e poder público.
“Precisamos ser cada vez mais colaborativos, mas também mostrar a força do turismo como atividade capaz de gerar emprego, renda e desenvolvimento para todo o Brasil”, concluiu.
