A noite de encerramento da 30ª edição do CINE/PE, neste domingo (7), celebrou as três décadas de existência do festival, anunciando os vencedores da edição e reservando espaço para prestar um tributo ao seu idealizador, o economista Alfredo Bertini, que faleceu dias antes da conclusão do evento.
A edição de 2026 mobilizou a equipe do festival para promover homenagens, exibições e encontros com convidados, realizadores, parceiros, imprensa e equipe, mesmo diante do luto pela partida de Bertini, justamente quando o evento completa 30 anos.
“Vivemos dias muito difíceis, mas também muito bonitos. Recebemos demonstrações de carinho de todos os lugares do Brasil. Dos realizadores, dos convidados, da imprensa, dos parceiros e da nossa equipe. Foi uma edição marcada por um sentimento muito especial, porque ao mesmo tempo em que sentimos a ausência de Alfredo, celebramos tudo o que ele construiu. O amor que ele dedicou ao cinema voltou para nós em forma de acolhimento. Tenho certeza de que ele estaria muito feliz e emocionado com tudo o que aconteceu aqui”, destacou Sandra Bertini, diretora do festival e viúva de Alberto Bertini.
Vencedores
Na Mostra Competitiva de Longas-Metragens, o grande vencedor da noite foi “Resta Um”, de Fernando Ceylão (GO/RJ), que conquistou a Calunga de Melhor Filme pelo Júri Oficial.
O longa também recebeu os prêmios de Melhor Roteiro, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Atriz Coadjuvante. “Essa é a nossa estreia no festival. Um momento muito importante pra gente”, afirmou Catarina Chmon, responsável pela produtora
Já o prêmio de Melhor Direção ficou com Eliza Capai, por “A Fabulosa Máquina do Tempo” (RJ), filme que também recebeu as Calungas de Melhor Trilha Sonora, Melhor Atriz e foi escolhido pela Abraccine como Melhor Longa-Metragem da edição.
Outras categorias
Na Mostra Competitiva de Longas-Metragens, o grande vencedor da noite foi “Resta Um”, de Fernando Ceylão (GO/RJ), que conquistou a Calunga de Melhor Filme pelo Júri Oficial. O longa também recebeu os prêmios de Melhor Roteiro, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Atriz Coadjuvante. “Essa é a nossa estreia no festival. Um momento muito importante pra gente”, afirmou Catarina Chmon, responsável pela produtora
O prêmio de Melhor Direção ficou com Eliza Capai, por “A Fabulosa Máquina do Tempo” (RJ), filme que também recebeu as Calungas de Melhor Trilha Sonora, Melhor Atriz e foi escolhido pela Abraccine como Melhor Longa-Metragem da edição.
Na Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Nacionais, o destaque foi “Os Arcos Dourados de Olinda”, de Douglas Henrique (PE), vencedor da Calunga de Melhor Filme, além dos prêmios de Melhor Roteiro e Melhor Montagem.
“Esse filme foi feito a partir da coletividade das histórias. Esse é o cinema em que acredito: um cinema feito em Pernambuco e para as pessoas de Pernambuco”, destacou Douglas Henrique.
Já na Mostra Competitiva de Curtas Pernambucanos, o grande vencedor foi “Os Urso e Nós”, de Maria Acselrad, que conquistou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Edição de Som, Melhor Trilha Sonora e também o Prêmio Especial do Público.
“Eu perguntei aos Ursos o que eles gostariam de dizer e a resposta foi uníssona: a La Ursa quer dinheiro, quem não dá é pirangueiro. Mas eles não querem só dinheiro, não. Eles querem o fortalecimento da cultura”, pontuou Maria Acselrad, diretora do filme.
Homenagem
No palco, Sandra Bertini prestou homenagem ao marido e criador do Cine/PE, ao lado de seus filhos Vitor e Patrícia. “Meu pai dedicou a vida a este festival. Cresci acompanhando os bastidores do CINE/PE e vendo de perto o amor que ele tinha por esse terceiro filho. Assumir essa responsabilidade ao lado da minha mãe é uma missão que carrego com muito orgulho e senso de dever. Nada vai substituir a presença dele, mas vamos trabalhar para honrar sua memória e garantir que esse legado continue vivo pelas próximas gerações”, disse Vitor.
Houve, ainda, uma homenagem prestada à Gullane Entretenimento, uma das mais importantes produtoras do audiovisual brasileiro. Representando a empresa, Fabiano Gullane recebeu a Calunga Dourada em reconhecimento à contribuição da produtora para o fortalecimento do cinema nacional. “Eu fiquei muito emocionado quando o Alfredo e a Sandra me chamaram. O Bicho de 7 Cabeças foi o primeiro filme da Gullane e foi muito importante pra gente estar aqui com ele. Então, a história da Gullane se mistura com a do CINE/PE.”
CONFIRA A LISTA VENCEDORES:
LONGAS METRAGENS
Filme: “Resta Um”, De Fernando Ceylão de Goiás e Rio de janeiro
Prêmio Especial do Público: “Mapas”, de Rafael Lobo.
Diretor: Eliza Capai, pelo filme “A Fabulosa Máquina do Tempo” do Rio de Janeiro
Roteiro: Fernando Ceylão, pelo filme “Resta Um” de Goiás e Rio de Janeiro
Fotografia: Emília Silberstein, pelo filme “Mapas” do Distrito Federal
Montagem: Rafael Lobo e Tainá Menezes, pelo filme “Mapas” do Distrito Federal
Edição de Som: Olivia Hernandez, pelo filme “Mapas” do Distrito Federal
Direção de Arte: Débora Padial e Laís Vieira, pelo filme “Doutor Monstro” do Paraná e São Paulo
Trilha Sonora: Décio 7, pelo filme “A Fabulosa Máquina do Tempo” do Rio de Janeiro
Ator: Caíque Copque, pelo filme “Mapas” do Distrito Federal
Atriz: O coletivo de atrizes do filme “A Fabulosa Máquina do Tempo” do Rio de Janeiro
Ator Coadjuvante: Ítalo Martins, pelo filme “Resta Um” de Goiás e do Rio de Janeiro
Atriz Coadjuvante: Perla Carvalho, pelo filme “Resta Um” de Goiás e do Rio de Janeiro
MOSTRA PERNAMBUCO
Filme: “Os Ursos e Nós”, de Maria Acselrad
Prêmio Especial do Público: “Magritte”, de Tom Nogueira
Direção: Maria Acselrad, pelo filme “Os Ursos e Nós”
Roteiro: Eduardo Santiago, pelo filme “Velha Roupa Colorida”
Fotografia: Willian Tenório, pelo filme “Salam”
Montagem: Rafaela Albuquerque e Williian Tenório, pelo filme “Salam”
Edição de Som: Felipe Peixoto, pelo filme “Os Ursos e Nós”
Direção de Arte: Andrew Gladson e Eduardo Padrão, pelo filme “Medo Monstro”
Trilha Sonora: Sérgio Godoy, pelo filme “Os Ursos e Nós”
Ator: Beto Aragão pelo filme “Velha Roupa Colorida”
Atriz: o júri da mostra de curta-metragens pernambucanos decidiu declarar deserta a categoria de melhor atriz.
MOSTRA NACIONAL
Filme: “Os Arcos Dourados de Olinda”, de Douglas Henrique, de Pernambuco
Prêmio Especial do Público: “Mercado Central”, de Tássia Dhur.
Direção: Daniel Jaber e Lu Damasceno, pelo filme “João-de-Barro” de Minas Gerais
Roteiro: Arnon Hochman e Douglas Henrique, pelo filme “Os Arcos Dourados de Olinda” de Pernambuco
Fotografia: Danilo Rosa, pelo filme “Mercado Central” do Maranhão
Montagem: Douglas Henrique, pelo filme “Os Arcos Dourados de Olinda” de Pernambuco
Edição de Som: Jonts Ferreira, pelo filme “O véu” do Rio Grande do Sul
Direção de Arte: Neila Albertina, pelo filme “Mercado Central” do Maranhão
Trilha Sonora: Heitor Martins Oliveira, pelo filme “Da Aldeia à Universidade” do Tocantins
Ator: Daniel Jaber, pelo filme “João-de-Barro” de Minas Gerais
Atriz: Gleide Firmino, pelo filme “Via Sacra” do Distrito Federal
RESULTADO ABRACCINE
Melhor Longa-Metragem: “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai, do Rio de Janeiro
Melhor Curta-Metragem: “Mercado Central”, de Tássia Dhur, do Maranhão
