A guerra no Irã e as preocupações com os impactos no fornecimento de petróleo e gás fizeram os negócios com ações do setor dispararem a partir de março na B3, conforme levantamento da plataforma Datawise+, solução da B3. Em março, mês que marcou o início do conflito com os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, as empresas de petróleo, combustíveis e gás movimentaram R$ 133,07 bilhões, o maior volume financeiro registrado no ano.
O valor é 134% maior que o de fevereiro, de R$ 56,7 bilhões, e 93% acima do registrado em janeiro. No ano, o volume negociado pelas empresas do setor acumulou R$ 356,9 bilhões. A pesquisa considerou o volume negociado por meio da ponta compradora para as ações, preferenciais e ordinárias, e recibos (units) dessas empresas.
| Mês | Volume R$/bilhões |
|---|---|
| Janeiro | 68,9 |
| Fevereiro | 56,7 |
| Março | 133,1 |
| Abril | 98,2 |
| Total | 356,9 |
Segundo dados da Datawise+, a Petrobras (PETR3; PETR4) concentrou boa parte desse movimento no mercado brasileiro, segundo o levantamento. O volume de negociações com ações da companhia mais que dobrou, de R$ 34,6 bilhões em fevereiro para R$ 85,1 bilhões em março. No ano, a estatal movimentou R$ 228 bilhões, ou 63% do volume total negociado pelo setor no ano.
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A movimentação também se espalhou por outras empresas do setor, como Prio (PRIO3), triplicando o volume de fevereiro, de R$ 10,4 bilhões, para R$ 30,2 bilhões em março. Já a distribuidora de combustíveis Vibra (VBBR3) passou de R$ 5,1 bilhões em fevereiro para R$ 6,4 bilhões em março.
“O movimento reforça que, em momentos de maior volatilidade externa, investidores tendem a aumentar o giro justamente em setores mais expostos a commodities, seja para aproveitar oportunidades ou ajustar posições”, diz a Datawise.
