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7 aeroportos entram para rede global de gestão de carbono; veja quais são

7 aeroportos entram para rede global de gestão de carbono; veja quais são

Aeroportos amazônicos avançam no combate às mudanças climáticas e ganham reconhecimento

Os aeroportos da Amazônia estão provando que é possível falar de aviação e meio ambiente na mesma frase. Sete terminais da região acabam de entrar para a rede global de gestão de carbono, um movimento que coloca o Norte do Brasil no mapa das boas práticas ambientais do setor aéreo mundial.

Tabatinga, Tefé e Cruzeiro do Sul conquistaram o nível 1 do Airport Carbon Accreditation, programa internacional que mede, organiza e certifica a gestão das emissões de carbono nos aeroportos. Já Manaus, Porto Velho, Boa Vista e Rio Branco foram além e alcançaram o nível 3, etapa que comprova ações concretas de redução de emissões, controle de consumo energético e engajamento de toda a operação.

O que é a rede global de gestão de carbono nos aeroportos

A rede global de gestão de carbono, conhecida como Airport Carbon Accreditation, é uma iniciativa do Airports Council International que avalia como os aeroportos monitoram, reduzem e gerenciam suas emissões. O programa é reconhecido internacionalmente e funciona como um selo de transparência ambiental para a aviação.

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Entrar nessa rede significa medir tudo. Consumo de energia, uso de combustível, operações em solo, serviços terceirizados e até a relação com companhias aéreas passam a fazer parte do controle ambiental. Não é discurso, é número, auditoria e plano de ação, com metas claras e acompanhamento constante.

Aeroportos da Amazônia que conquistaram a certificação

No nível 1, os aeroportos de Tabatinga, Tefé e Cruzeiro do Sul deram o primeiro passo ao estruturar inventários de emissões e criar uma base sólida de monitoramento ambiental. É a fase em que o aeroporto passa a entender, com dados reais, onde estão seus principais impactos.

Já Manaus, Porto Velho, Boa Vista e Rio Branco chegaram ao nível 3, considerado um estágio avançado dentro da certificação. Aqui entram políticas de redução de carbono, auditorias externas, eficiência energética, controle de consumo de combustível e diálogo permanente com companhias aéreas, prestadores de serviços e operadores logísticos.

Para o CEO da Concessionária dos Aeroportos da Amazônia, Kleyton Mendes, a certificação reconhece um esforço que vem sendo construído ao longo dos últimos anos. Segundo ele, o objetivo é tornar a aviação na região mais responsável no presente e mais saudável no futuro, sem perder eficiência operacional.

Amazônia vira referência ambiental na aviação brasileira

Rafael Echevarne, diretor-geral da ACI-LAC, destacou que o avanço dos aeroportos da Amazônia vai além do compromisso ambiental. Para ele, trata-se de liderança. A região passa a ser referência no gerenciamento de emissões dentro da aviação brasileira e também no cenário internacional.

Esse reconhecimento ganha ainda mais peso quando se observa a realidade amazônica. Distâncias longas, desafios logísticos e forte dependência do transporte aéreo fazem com que qualquer avanço ambiental tenha impacto direto na vida das pessoas e na preservação do território.

Um passo real rumo à descarbonização da aviação

A entrada dos aeroportos da Amazônia na rede global de gestão de carbono mostra que a descarbonização da aviação não é exclusividade de grandes hubs internacionais. Aeroportos de médio porte também podem liderar mudanças relevantes e influenciar toda a cadeia do setor.

Mais do que um selo, a certificação cria um caminho. Um modelo que pode ser replicado em outras regiões do país e que reforça uma ideia cada vez mais urgente: desenvolvimento, conectividade e preservação ambiental não precisam andar em direções opostas.

Amazônia: 7 aeroportos entram para rede global de gestão de carbono; veja quais são
ACI-LAC destaca liderança da Vinci Airports Brasil em práticas sustentáveis (Divulgação)



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