A locação de máquinas e equipamentos deixou de ser plano B e virou estratégia. É nesse movimento que a Rental Fair by 6ª Imersão para Locadoras chega à sexta edição, entre 2 e 4 de março, no Pro Magno Espaço de Eventos, em São Paulo. Com 100 expositores confirmados, expectativa de três mil visitantes e projeção de movimentar cerca de R$ 150 milhões em negócios, o encontro se consolida como a principal vitrine do setor no País.
O avanço não acontece por acaso. Segundo levantamento da consultoria Grand View Research, o mercado global de locação deve saltar de US$ 224,27 bilhões em 2026 para US$ 339,04 bilhões até 2033. No Brasil, o conceito ainda amadurece, mas cresce em ritmo acelerado, impulsionado por digitalização, economia compartilhada e uma nova mentalidade empresarial.
“O foco deixou de ser a posse e passou a ser o uso”, afirma Fernando Torres, CEO da Rental Fair. Para ele, as novas gerações enxergam no aluguel vantagens claras, como flexibilidade, acesso constante à tecnologia e redução de custos com manutenção e depreciação.
Criada em 2019 como Imersão para Locadoras, a iniciativa nasceu com foco em capacitação. Ano após ano, dobrou o número de participantes e ampliou o volume de negócios. Agora, ao assumir oficialmente o nome Rental Fair, o evento marca uma virada. Sai do formato exclusivo de treinamento e assume o papel de feira de negócios, conectando indústria, fornecedores e locadoras em um mesmo ambiente.
Durante três dias, o ecossistema da construção civil se encontra para discutir inovação, gestão e tendências. Locadoras, construtoras, engenheiros, fabricantes, investidores e profissionais do setor circulam pelos estandes em busca de novidades que vão de pequenas ferramentas da linha branca, como furadeiras e betoneiras, até equipamentos da linha amarela, como geradores e caçambas.
Entre as marcas confirmadas estão gigantes como Bosch, DeWalt, XCMG, Karcher, TOTVS e a argentina TecnoAndamio. A presença de empresas multinacionais reforça o posicionamento da feira como hub latino-americano do segmento.
“É um ambiente que estimula networking, inovação, geração de negócios e capacitação”, resume Torres.
Além da exposição, a programação aposta em conteúdo estratégico. Especialistas como Abraham Curi, Eduardo Tevah, Jean Patrick, Rafael Landin e Renata Reis conduzem painéis voltados à alta performance. Na pauta, temas que mexem diretamente com o caixa das empresas, como reforma tributária, inteligência artificial e gestão comercial.
“As palestras ajudam as empresas a antecipar tendências e tomar decisões mais eficientes”, destaca Adriana Braga, CFO da Rental Fair.
O crescimento da feira acompanha uma mudança cultural mais ampla. O modelo de propriedade, antes visto como sinônimo de segurança, dá espaço ao acesso sob demanda. Em vez de imobilizar capital na compra de máquinas, empresas preferem manter caixa e investir em operação. A locação se encaixa nesse raciocínio.
No Brasil, onde a construção civil segue como motor econômico e a busca por eficiência é cada vez mais urgente, o setor de rental encontra terreno fértil. A profissionalização passa por gestão de frota, controle de ativos, tecnologia embarcada e inteligência de dados, áreas que ganham protagonismo na feira.
A edição de 2025 movimentou R$ 150 milhões. Para 2026, a organização quer superar esse número e ampliar o impacto nacional do encontro.
Mais do que uma vitrine de equipamentos, a Rental Fair se posiciona como termômetro do mercado. O que aparece ali aponta o rumo dos próximos anos. E tudo indica que alugar, definitivamente, deixou de ser tendência para se tornar modelo consolidado.