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58% dos brasileiros aprovam operação ordenada por Trump na Venezuela

58% dos brasileiros aprovam operação ordenada por Trump na Venezuela

A maioria dos brasileiros aprova a operação militar ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que resultou na captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Segundo a mais recente pesquisa Latam-Wide, da AtlasIntel, divulgada nesta quarta-feira (14), 58% dos entrevistados no Brasil concordam com a ação militar dos EUA na Venezuela, enquanto 41% desaprovam. Apenas 1% afirmou não saber responder.

O levantamento ouviu 11.285 pessoas em países da América Latina e latinos residentes nos Estados Unidos e no Canadá, por meio de recrutamento digital aleatório, entre os dias 5 e 11 de janeiro. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos nas respostas da Venezuela e de um ponto percentual nos demais países.

Captura de Maduro e reação do Brasil

Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados no sábado (3) durante uma operação militar de grande escala na Venezuela, que incluiu bombardeios em Caracas e em outras regiões próximas à capital.

A ação foi anunciada por Donald Trump, que afirmou que a captura ocorreu em conjunto com autoridades de aplicação da lei dos EUA. Maduro e Flores foram retirados do país por via aérea, após uma operação conduzida pela Delta Force, unidade de elite do Exército americano.

Na terça-feira (6), o Brasil endureceu o tom contra a operação que resultou na prisão do líder venezuelano. Durante reunião do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, o embaixador brasileiro Benoni Belli afirmou que a ação equivale a um “sequestro” e rompe limites essenciais do direito internacional.

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Segundo o diplomata, os bombardeios em território venezuelano e a retirada forçada do presidente e de sua esposa representam uma afronta direta à soberania do país e ameaçam a estabilidade regional.

O representante brasileiro afirmou ainda que a operação contraria normas centrais do sistema multilateral, ao violar a Carta das Nações Unidas e compromissos firmados no âmbito hemisférico.



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