De tempos em tempos, a Netflix renova seu catálogo, e, com isso, algumas joias do cinema se despedem silenciosamente, levando com elas histórias que marcaram gerações. Antes que desapareçam do streaming, agora é o momento perfeito para revisitar ou descobrir filmes que equilibram entretenimento e profundidade. São obras que não apenas conquistaram o público, mas também deixaram marcas na cultura pop, na linguagem cinematográfica e na memória afetiva de quem as assistiu.
Esses filmes representam épocas diferentes, mas compartilham o mesmo poder: o de transformar o ordinário em extraordinário. Assistir a eles é como revisitar os grandes temas do cinema: fama, poder, liberdade, culpa e redenção. São obras que dialogam com o espectador de maneiras distintas, seja por meio do riso, da tensão ou da empatia. E, ainda que prestes a sair da plataforma, continuam atemporais, capazes de emocionar tanto quanto no dia em que foram lançadas.
A Revista Bula reuniu títulos que conquistaram público e crítica, cada um com seu próprio magnetismo. Há o musical que redefiniu o gênero com ironia e sensualidade, o drama psicológico que questiona o controle sobre a própria vida, o thriller jurídico que desmonta o conceito de verdade, a comédia adolescente que virou símbolo de uma geração e o épico de sobrevivência que celebra a resistência humana. Antes que deixem a Netflix, vale (re)descobrir essas narrativas que equilibram arte e entretenimento, emoção e crítica.
Meninas Malvadas (2004), Mark Waters
Uma adolescente recém-chegada à escola tenta se adaptar às complexas dinâmicas sociais do ensino médio. Ingênua, ela é acolhida por um grupo de garotas populares que ditam as regras invisíveis do colégio, e logo percebe que o poder pode ser tão sedutor quanto cruel. Entre festas, fofocas e planos de vingança, ela descobre que ser aceita tem um preço alto: perder a própria identidade. Com humor afiado e crítica disfarçada de comédia, a história mostra que, às vezes, o verdadeiro aprendizado não está nas aulas, mas nas feridas que o convívio deixa.
Chicago (2002), Rob Marshall
Em uma cidade dominada pelo brilho dos palcos e a febre do jazz, duas mulheres encontram na fama e na manipulação o caminho para escapar da prisão literal e moral. Uma é aspirante a cantora, a outra já conhece o poder dos holofotes e da mentira. Unidas por um advogado tão carismático quanto inescrupuloso, elas transformam seus crimes em espetáculo, e o tribunal em palco. Entre coreografias deslumbrantes e ironias afiadas, o musical revela um mundo em que a verdade pouco importa, contanto que o público aplauda.
Náufrago (2000), Robert Zemeckis
Após um acidente aéreo, um executivo obcecado por controle se vê isolado em uma ilha deserta, onde precisa aprender a sobreviver com o mínimo. Longe da civilização, ele enfrenta a fome, o medo e a solidão, reconstruindo não apenas sua rotina, mas o próprio sentido da vida. Em meio à natureza implacável, a passagem do tempo se torna um personagem silencioso, moldando corpo e espírito. Sua luta por sobrevivência é também uma busca por humanidade, um lembrete de que, quando tudo é perdido, resta apenas a vontade de continuar.
O Show de Truman (1998), Peter Weir
Um homem leva uma vida aparentemente perfeita em uma cidade ideal, cercado por vizinhos sorridentes e dias ensolarados. O que ele não sabe é que tudo, absolutamente tudo, é uma farsa. Sua rotina é transmitida em um programa de televisão assistido por milhões de pessoas, e cada detalhe de sua existência é controlado. Quando começa a desconfiar da realidade ao seu redor, a busca por liberdade se torna uma jornada emocional e existencial. O filme questiona até onde vai o direito de ser observado — e o que acontece quando alguém decide sair do roteiro.
As Duas Faces de um Crime (1996), Gregory Hoblit
Um advogado renomado vê sua carreira ganhar novo fôlego ao aceitar defender um jovem acusado de assassinar um arcebispo. O caso, que parecia simples, logo se transforma em um labirinto de manipulação, trauma e segredos. À medida que o julgamento avança, a linha entre vítima e culpado se torna cada vez mais difusa, revelando que a verdade pode ser tão perigosa quanto o próprio crime. A tensão psicológica cresce a cada cena, conduzindo a um desfecho que desmonta as certezas de todos, inclusive as do espectador.
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