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“2026 será desafiador, mas já aprendemos como fazer”, diz CEO

“2025 foi desafiador, 2026 será desafiador. Mas será desafiador dentro de um desafio que já aprendemos como fazer”, afirmou Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil (BBAS3), em teleconferência com analistas sobre o balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25) e do ano fechado, após a divulgação dos dados na noite desta quinta-feira (11).

Os papéis da companhia disparavam no início da sessão, com alta de 7,67%. Durante a manhã, o papel virou para queda, com -0,32%, a R$ 24,85 às 11h50 (horário de Brasília).

“Vamos fazer a gestão do crédito de forma muito estratégica”, diz a CEO. Tarciana cita os modelos de risco já presentes e a estratégia de rebalanceamento do mix de carteira. “A gente prevê a proximidade ainda com o agronegócio, considerando a relação histórica entre o Banco do Brasil e o setor”, complementou.

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A inadimplência do agro em 2025 cresceu de forma exponencial em relação à média histórica, segundo a presidente do banco.

Sobre a carteira de crédito em 2026, a presidente afirmou que se trata de um desafio entregar o guidance proposto, considerando dificuldades em linhas como agro, mas que será feito com disciplina.

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A presidente da companhia destacou o que chamou de “disciplina na execução estratégica”. Na prática, de acordo com Tarciana, o crescimento de crédito da companhia foi ligado a linhas com melhor retorno ajustado ao ano, como o produto Crédito do Trabalhador. O banco desembolsou R$ 13 bilhões na frente.

“Nossos segmentos já estão muito consolidados, como Private e Estilo, e para 2026 vamos intensificar o foco em segmentos de elevado potencial”, afirma a CEO. A executiva demonstra otimismo também com assessoria de investimentos, citando aumento de 20% em praças da frente.

Sobre o aumento de recuperações judiciais entre os clientes do Banco do Brasil, Felipe Prince, CRO da companhia, citou a expectativa de arrefecimento no crescimento de volumes tanto financeiros quanto de clientes entrando em RJ.

“Embora tenhamos relacionamento com empresas com recuperação judicial, o que mais nos ofendeu em 2025 foram RJ no agronegócio”, afirma Prince. O executivo citou a aceleração de processo de litígio para defender direitos do banco nessas circunstâncias. “Com o advento da MP 314, esperamos que haja um arrefecimento nesses processos”, diz.

Prince cita que 70% dos valores já estão provisionados nesses casos. “RJ que eventualmente estejam no radar para 2026 já estariam contempladas no nosso guidance. As que estão rodando no nosso balanço já estão adequadamente provisionadas”, diz.



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