*Natália Strucchi
Ao olhar para 2026, é difícil não enxergar um ano especialmente promissor para o turismo. A combinação entre a boa distribuição dos feriados nacionais, o aumento previsto no fluxo internacional e a continuidade da forte demanda do turismo doméstico cria um cenário extremamente favorável para destinos, empresas e profissionais do setor. São fatores que permitem planejamento estratégico ao longo de todo o ano e estimulam viagens mais frequentes, especialmente as de curta e média duração.
Serão 11 feriados nacionais e pontos facultativos com possibilidade de emendar com fins de semana, o que facilita deslocamentos regionais e viagens rápidas. Apenas um deles, em 15 de novembro, cai no domingo. Além disso, períodos mais longos como Carnaval, Páscoa e Corpus Christi oferecem oportunidades claras para esticadas até outros estados ou países vizinhos. Esse calendário mais “amigável” tende a distribuir melhor os fluxos turísticos ao longo do ano, reduzindo a concentração em poucos meses e beneficiando destinos menos tradicionais.
Mas 2026 não será marcado apenas pelo volume de viagens. O comportamento do viajante segue em transformação e aponta para escolhas cada vez mais pessoais, guiadas por valores, interesses e propósito. A tecnologia — especialmente a inteligência artificial — passa a ter papel central nesse processo, tanto para quem viaja quanto para quem planeja, promove e gere destinos. O turismo deixa de operar apenas de forma transacional e passa a adotar uma lógica mais relacional, dinâmica e orientada à experiência, à sustentabilidade e à conexão com o território.
Nesse contexto, os destinos que conseguirem estruturar melhor sua oferta, diversificar experiências, equilibrar fluxos e comunicar seus diferenciais de forma clara e estratégica sairão na frente. O uso de dados, plataformas digitais e ferramentas inteligentes será cada vez mais decisivo para atrair o viajante certo, no momento certo, sem comprometer a qualidade da experiência nem os recursos locais.
Nesse cenário favorável, 2026 também se apresenta como um ano decisivo para os agentes de viagens. Com mais pessoas dispostas a viajar, maior diversidade de perfis e um consumidor cada vez mais informado e exigente, surgem oportunidades reais de ampliar resultados, aumentar vendas e fortalecer relacionamentos. Mas esse crescimento não virá de forma automática. Será fundamental entender profundamente o novo comportamento do viajante, investir em conhecimento, acompanhar tendências, dominar ferramentas digitais e oferecer curadoria, personalização e confiança. O agente que se posicionar como consultor, que interpreta dados, traduz desejos e constrói viagens com significado, estará mais preparado para transformar esse momento positivo em resultados concretos ao longo de todo o ano.
Ao reunir todos esses fatores, fica claro que 2026 será um ano de oportunidades reais para o turismo. Mais do que crescer em números, o setor será desafiado a evoluir em qualidade, relevância e significado.
O Mercado & Eventos seguirá atento a esse movimento ao longo de todo o ano, acompanhando tendências, ouvindo o mercado e trazendo informação qualificada para ajudar o trade a interpretar cenários, antecipar mudanças e transformar oportunidades em resultados concretos. Fica aqui o meu convite: vamos juntos transformar informação em estratégia e estratégia em bons resultados ao longo de 2026?
*Natália Strucchi é diretora de Redação do M&E
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